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Esporte

Escândalo chega à Primeira Divisão

Mais denúncias de manipulação na Bundesliga. Agora, porém, as suspeitas incidem sobre jogos da Primeira Divisão. Entre os envolvidos, quatro árbitros alemães e 14 jogadores, além da máfia croata que comandou o esquema.

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Robert Hoyzer: escândalo pode tomar proporções gigantescas

Depois de confessar sua participação no esquema ilegal de apostas esportivas, o árbitro Robert Hoyzer (25) alertou no início desta semana para a manipulação também em jogos da Primeira Divisão do Campeonato Alemão. Já há 25 pessoas na lista dos envolvidos no esquema de manipulação: entre jogadores e juízes estão os nomes dos árbitros Jürgen Jansen e Wieland Ziller, de 44 e 51 anos, respectivamente, dois dos principais árbitros da nata do futebol alemão.

Segundo o diário Bild, Ziller teria apresentado Jansen à máfia croata, acusada de comandar o esquema de propinas. Ziller, juiz da Fifa, nega as acusações. O número de jogos suspeitos de manipulação subiu de cinco para dez, nas três divisões da Bundesliga, e o rombo já atinge milhões de euros.

O maior prejuízo – a imagem e credibilidade do futebol alemão -, entretanto, ainda não pôde ser contabilizado, mas já representa um grande problema, a menos de 500 dias da Copa. Enquanto o escândalo parecia envolver apenas a Segunda e Terceira divisões, poucos preocupavam-se com a imagem do país frente ao Mundial.

Revistas e investigações

Na manhã desta quarta-feira (02/02), foram revistados 32 diferentes locais, entre residências e escritórios, em dez Estados. Cerca de 150 policiais participaram da ação, mas ninguém foi preso.

À tarde, o Ministério Público de Berlim anunciou ter obtido sucesso nas buscas, conseguindo encontrar materiais que comprovam as manipulações. "Fico feliz que o Ministério Público esteja averiguando o caso desta maneira, pois parece que alguns ainda não entenderam que se trata de um crime", afirmou Theo Zwanziger, presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB).

Os 14 jogadores envolvidos pertencem a times da Segunda Divisão espalhados pela Alemanha, mas todas as pistas levam de volta a Berlim, onde acredita-se funcionar a base da máfia croata. Os irmãos Ante e Milan S. e Philip, acusados de comandar todo o esquema a partir de seu café – o Café King, no bairro de Charlottenburg – foram presos já na última sexta-feira e seus bens, avaliados em 2,44 milhões de euros, foram confiscados para indenizar as pessoas prejudicadas nas apostas.

DFB Fußball: Schiedsrichter Skandal

Apelo no telão de um estádio no final de semana: Sejam justos com os árbitros!

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A direção do Hamburgo também cobra mais resultados por parte da DFB. Segundo o clube, seu time não teria perdido o título da Copa da Alemanha em 2004, já que agora se sabe que o resultado de um jogo com o Paderborn foi manipulado por Hoyzer. O clube hanseático, na época comandado por Klaus Toppmöller, perdeu por 4 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0. Com a expulsão do atacante Emile Mpenza e a marcação injusta de dois pênaltis, o Paderborn, da Terceira Divisão, eliminou o Hamburgo da competição, fazendo rolar a cabeça do técnico.

Reivindicações pelo passado

Ao saber que Hoyzer teria acusado o árbitro Jürgen Jansen de manipulação, Toppmöller manifestou sua opinião para a DFB: "Meu advogado aconselhou-me a denunciar Robert Hoyzer e a Federação. Por causa disso vou me reunir com meu advogado este final de semana para verificar os procedimentos a serem tomados", afirmou.

"Eu não quero culpar ninguém sem razão, mas quando ouvi isso pensei imediatamente no que aconteceu no jogo entre o Bayer Leverkusen e o St. Pauli, na temporada 2001/2002", afirmou o treinador, que comandou o Leverkusen na época, antes de ir para o Hamburg.

O árbitro da partida era Jansen, que apontou, no último minuto da partida, um pênalti contra o clube de Toppmöller. "A bola atingiu o rosto de Bernd Schneider. Jansen estava a cinco metros de distância, mas decidiu marcar o tiro livre", confessa o técnico, que teve de se contentar em ver o Borussia Dortmund vencer a disputa.

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