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Ciência e Saúde

ESA lança segundo satélite do programa Copernicus

Objetivo de uma série de dispositivos a serem colocados em órbita é coletar enorme quantidade de dados sobre a Terra, como temperatura e umidade. Novo satélite é capaz de captar mais cores que o olho humano.

Com o programa de observação Copernicus, a Agência Espacial Europeia (ESA) estabeleceu um objetivo ambicioso: uma rede de satélites deve fornecer uma enorme quantidade de dados sobre a Terra. Combinados, os dados devem resultar num retrato abrangente das mudanças verificadas no planeta.

Nesta terça-feira, à 1h51min (GMT), começou oficialmente a segunda fase do Copernicus, com o lançamento do satélite Sentinel-2A na Guiana Francesa. No começo do ano que vem, será a vez do Sentinel-2B. Ambos trabalharão em conjunto ao redor da Terra.

Sentinel-2: imagens detalhadas

A cada cinco dias, os dois satélites cobrirão toda a superfície da Terra. E, a cada sobrevoo, eles captarão uma faixa de até 290 quilômetros de largura usando câmeras de alta resolução com 13 bandas espectrais. Elas são capazes de captar muito mais cores e comprimentos de onda do que o olho humano, reconhecendo até mesmo a quantidade de clorofila e de água em uma folha.

Assim, os Sentinel-2A e 2B podem fornecer dados importantes para a agricultura e a silvicultura, mas também informações sobre a poluição em rios, lagos e mares.

Os satélites também ajudarão na prevenção de catástrofes. Bombeiros poderão verificar o risco de incêndios florestais ou estimar melhor a capacidade de reservatórios de água. Assim, talvez eles consigam saber, por exemplo se ainda há risco de enchente depois de um evento extremo.

Encapsulation begins

Sentinel-2A foi colocado dentro de uma cápsula espacial para o lançamento

Sentinel-1: radar em órbita

Desde abril de 2014, o primeiro satélite do programa Copernicus, o Sentinel-1A, está em órbita. Ele é o primeiro de dois satélites-radares, que será seguido pelo Sentinel-1B.

Juntos, ambos os satélites do modelo Sentinel-1 devem fornecer imagens de radar detalhadas da superfície terrestre. Essas poderão ser sobrepostas e complementadas pelas imagens óticas dos satélites Sentinel-2, resultando num retrato complexo e abrangente da Terra.

Sentinel-3 a 6: oceano, gelo e atmosfera

Ainda neste ano, deve ser lançado o primeiro dos dois Sentinel-3, que, com diversas ferramentas, será capaz de medir as cores do oceano e da terra, determinar as temperaturas das superfícies e registrar a topografia dos continentes e a situação das regiões cobertas de gelo no Ártico e na Antártica.

Futuramente, os Sentinel-3 devem ser complementados pelos Sentinel-6, também equipados com radioaltímetros, cujo foco será a observação dos oceanos.

Bild des ESA-Satelits Sentinel-1A

Costa holandesa vista do Sentinel-1

Planejados para mais tarde, os Sentinel-4 e 5 contarão com vários instrumentos para analisar a composição atmosférica, ou seja, gases, nuvens e vapores. Esses instrumentos deverão ser colocados em órbita a bordo de satélites meteorológicos comuns.

Aplicação sem limites

O programa Copernicus deve estar em completo funcionamento a partir de meados de 2020. E não há limites para a aplicação dos dados coletados, que serão colocados à disposição de pesquisadores e empresas de todo o mundo.

A partir do cruzamento da enorme quantidade de dados, será possível determinar relações entre diferentes fatores. Um exemplo pode ser o mapeamento da zona de risco de malária, que poderia ser feito a partir da combinação de informações sobre temperatura da superfície terrestre, vegetação, umidade do ar, quantidade de água no solo e densidade populacional.

Além de cientistas, empresas também podem se beneficiar dos dados. Exemplos são as empresas que gostariam de otimizar a rota de navios cargueiros ou companhias aéreas que gostariam de saber mais sobre as correntes de ar. Também construtoras que querem entender melhor movimentos sísmicos antes de erguer pontes ou escavar túneis poderiam contar com os dados coletados pelos satélites Sentinel.

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