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Ciência e Saúde

ESA divulga primeira imagem feita na superfície de um cometa

Segundo a organização, o robô Philae enfrentou problemas para fixar arpões no núcleo do cometa. Embora esteja em uma encosta íngreme, cientistas dizem que a sonda está em posição estável.

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Philae em trecho íngreme da superfície rochosa do cometa

A Agência Espacial Europeia (ESA) declarou nesta quinta-feira (13/11) que a sonda Philae, que na véspera pousara no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, está em posição “estável”, apesar não ter conseguido se ancorar no terreno rochoso. A organização também divulgou a primeira imagem obtida a partir da superfície de um cometa.

Há ainda uma certa preocupação com relação à bateria da sonda. Programada para durar pouco mais de dois dias, ela precisa ser recarregada a partir de energia solar. Os cientistas, no entanto, não sabem exatamente as condições no local em que ocorreu o pouso para iluminação dos painéis solares.

A aterrissagem de 12 de novembro foi a primeira já realizada sobre um cometa. Ela foi a culminação da odisseia de uma década, com o percurso de 6,4 bilhões de quilômetros pelo espaço sideral a bordo da nave-mãe Rosetta.

Durante as sete horas de descida da sonda Philae em direção ao cometa, arpões projetados para ancorá-la falharam em fixá-la, o que fez com que o robô saltasse duas vezes antes de repousar no corpo do cometa, com quatro quilômetros de largura.

Os cientistas ainda estão analisando o efeito que os dois quiques causaram no equipamento, além de possíveis dificuldades de se obter luz solar suficiente para carregar as baterias. A comunicação com a sonda é lenta, pois os sinais levam mais de 28 minutos para viajar os cerca de 500 milhões de quilômetros de distância entre a Terra e a órbita da Rosetta.

Raumfahrt ESA Weltraumsonde Rosetta Philae 40 m vor Landung Tschurjumow-Gerassimenko Komet

Imagem do cometa feita pouco antes da aterrissagem

Na imagem publicada pela ESA nesta quinta-feira, o robô – que pesa 100 quilos, mas é praticamente sem peso no ambiente atual – aparece na superfície desolada e rochosa do cometa, com um de seus três pés no canto da imagem.

As fotografias que o módulo envia sugerem que ele se encontra "numa encosta íngreme", embora "suficientemente seguro", segundo Philippe Gaudon, chefe do projeto Rosetta no Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) em Toulouse. Um dos cientistas da missão, Gerhard Schwehm, afirmou à agência Associated Press que o “Philae está estável, assentado no núcleo e produzindo dados”.

Os pesquisadores esperam que as amostras do cometa coletadas pelo Philae vão revelar detalhes sobre como os planetas – e, possivelmente, até mesmo a vida – evoluíram, visto que a rocha e o gelo que compõem os cometas preservam moléculas orgânicas antigas, como uma cápsula de tempo.

NM/ap/lusa/rtr

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