Erupção de vulcão islandês já afeta o espaço aéreo europeu | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 24.05.2011
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Mundo

Erupção de vulcão islandês já afeta o espaço aéreo europeu

Um ano após o caos no espaço aéreo europeu, uma nova erupção vulcânica na Islândia afeta novamente o tráfego aéreo em determinadas regiões do continente. Governo britânico afirma que situação é diferente de um ano atrás.

Grimsvötn entrou em atividade no fim de semana

Grimsvötn entrou em atividade no fim de semana

Uma nova erupção vulcânica na Islândia provocou alterações nos horários dos voos de muitas companhias aéreas europeias. A British Airways anunciou nesta terça-feira (24/05) que, devido à nuvem de cinzas do vulcão Grimsvötn, ativo desde o último sábado, não será efetuado nenhum voo entre Londres e a Escócia.

A companhia holandesa KLM, a irlandesa Aer Lingus e a empresa de voos de baixo custo Easyjet também cancelaram seus voos com destino à Escócia e ao norte da Grã-Bretanha.

Autoridades escandinavas afirmaram que a nuvem do vulcão islandês se espalhou para o oeste da Noruega, interditando parcialmente o espaço aéreo do país, e para a Dinamarca, tendo causado atrasos em Copenhague.

No noroeste da Dinamarca, foi fechado o espaço aéreo em altitudes inferiores a seis quilômetros, impedindo aterrissagens. Embora não haja aeroportos na região, a nuvem está causando o cancelamento de diversos voos em direção à capital.

Segundo a Eurocontrol, a agência europeia de segurança aérea, a nuvem de fumaça poderá alcançar também o norte da Alemanha ainda nesta terça-feira.

Diferente do Eyjafjöll

A erupção do vulcão mais ativo da Islândia no último fim de semana provocou temores de que venha a se repetir o cenário de aproximadamente um ano atrás, quando entrou em atividade no mesmo país o vulcão Eyjafjöll. Devido à sua nuvem de cinzas, parte do espaço aéreo europeu permaneceu fechado por quase um mês, fazendo com que milhões de passageiros não pudessem viajar.

Na época, cerca de 100 mil voos foram cancelados. O prejuízo para as companhias aéreas foi estimado em 1,7 bilhão de dólares. Autoridades britânicas afirmaram, no entanto, que a atual erupção não deverá levar ao fechamento total do espaço aéreo europeu, apesar do cancelamento já de 250 voos na Grã-Bretanha.

O ministro britânico dos Transportes, Philip Hammond, garantiu à emissora BBC que não haverá um cancelamento total de voos. "Nós mudamos para uma forma diferente de trabalhar e não fecharemos o espaço aéreo", afirmou Hammond.

CA/afp/AP/rtr
Revisão: Rodrigo Rimon

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