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Mundo

Erdogan: Turquia teria agido diferente se soubesse que era caça russo

Presidente turco justifica que aeronave "de identidade não identificada" podia ter sido do regime sírio. Moscou afirma que informações de missão foram passadas aos EUA e que alegações de Ancara "são apenas pretexto".

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quinta-feira (26/11) que a Turquia teria agido de forma diferente se soubesse que o avião militar derrubado pela Força Aérea turca perto da fronteira com a Síria era russo.

Em entrevista ao canal televisivo francês France 24, Erdogan afirmou que a aeronave abatida por ter entrado no espaço aéreo turco "era um avião de identidade não determinada" e que, portanto, podia ter sido "um avião do regime" sírio do presidente Bashar al-Assad.

"Se soubéssemos que era um avião russo, talvez teríamos avisado de forma diferente", disse o presidente turco à France 24, acrescentando que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não atendeu seu telefonema após o incidente de terça-feira. "Liguei para o senhor Putin, mas até agora ele não retornou", afirmou.

Putin: Moscou informou os EUA da missão

Em resposta, o presidente russo aproveitou a

coletiva de imprensa ao lado do chefe de Estado francês, François Hollande

, para desmentir a afirmação de Erdogan. Segundo Putin, Ancara não pode alegar que desconhecia a nacionalidade da aeronave, pois Moscou tinha informado os Estados Unidos da missão do caça russo abatido.

"Os Estados Unidos, que lideram uma coalizão da qual a Turquia faz parte, estão cientes do local e do momento da passagem de nossos aviões, e foi precisamente nesse lugar e nesse momento em que fomos atingidos", afirmou Putin. "Eles [os aviões russos] têm sinais de identificação, e estes são bem visíveis", alegou.

Desta forma, segundo o presidente russo, fica excluída a hipótese de a Força Aérea turca não ter podido identificar a que país pertencia o SU-24. Para Putin, as alegações de Ancara "são apenas pretextos". "Em vez de assegurar que isso nunca aconteça novamente, estamos ouvindo explicações ininteligíveis e declarações afirmando que não há nada pelo qual se deva se desculpar", disse.

Erdogan rejeita acusação de financiar EI

Ainda na entrevista à emissora France 24, Erdogan aproveitou para responder outra acusação feita por Putin: a de que a Turquia estaria

comprando petróleo do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI)

e, assim, financiando os jihadistas.

"É óbvio que são mentiras, calúnias. Deviam ter vergonha. Os que dizem que compramos petróleo do Daesh [acrônimo em árabe para o EI] têm de provar. Se não conseguem, são caluniadores", afirmou Erdogan.

Segundo o presidente turco, o maior fornecedor de energia da Turquia é justamente a Rússia, seguida pelo Irã. "Nós nunca tivemos esse tipo de relação comercial com qualquer organização terrorista. Eles têm que provar. Se provarem, eu, Recep Tayyip Erdogan, renunciarei a meu cargo."

PV/lusa/afp

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