Erdogan sinaliza prorrogação de estado de emergência | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 29.09.2016
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Mundo

Erdogan sinaliza prorrogação de estado de emergência

Presidente turco defende extensão da medida por três meses, afirmando que país corre contra o tempo no combate a organizações terroristas. Repressão do governo a tentativa fracassada de golpe é alvo de críticas.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quinta-feira (29/09) que estender o estado de emergência em vigor por mais três meses seria benéfico para o país, desafiando aqueles que criticaram a repressão do governo após uma tentativa fracassada de golpe militar.

Após o Conselho Nacional de Segurança recomendar a extensão do estado de emergência nesta quarta-feira, Erdogan disse acreditar que a população apoiaria tal medida, que a acelerou o combate ao terrorismo.

"Este Estado precisa de tempo para se livrar de organizações terroristas. Estamos correndo contra o tempo. A questão é tão complicada e profunda que parece que três meses não serão suficientes", disse Erdogan em Ancara. "Vamos esperar para ver, talvez 12 meses não sejam suficientes."

O presidente turco decretou o estado de emergência no último dia 20 de julho,afirmando que este permitiria que as autoridades agissem rapidamente contra os responsáveis pela tentativa de golpe do dia 15 de julho.

Críticas a repressão

Mais de 100 mil pessoas, incluindo membros da polícia, do serviço público e militares, foram demitidas ou suspensas desde então. Cerca de 40 mil pessoas foram detidas.

Grupos de direitos humanos, governos ocidentais e a principal legenda da oposição na Turquia, o Partido Popular Republicano (CHP) criticaram a repressão pós-golpe no país. Kemal

Kilicdaroglu, líder do CHP, afirmou que o estado de emergência deveria ser usado somente para restabelecer a normalidade no país, mas que pessoas inocentes estavam sendo vítimas de expurgos.

Entre as organizações terroristas a serem combatidas, o presidente lista o banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e apoiadores do clérigo muçulmano Fethullah Gülen. O religioso, que vive em exílio voluntário nos EUA desde 1999, negou envolvimento na tentativa de golpe.

Segundo Erdogan, o Conselho Nacional de Segurança também recomendou que o dia 15 de julho fosse declarado feriado nacional em memória dos mortos ao resistirem ao golpe. A tentativa de derrubar o governo resultou na morte de 240 pessoas.

LPF/rtr/ap

 

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