Erdogan quer subordinar Forças Armadas à presidência | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 31.07.2016
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Mundo

Erdogan quer subordinar Forças Armadas à presidência

Presidente vai propor ao Parlamento que serviço de inteligência e chefes do Estado-maior fiquem sob controle civil e publica decreto que fecha todas as escolas militares e as substitui por uma universidade nacional.

O presidente da Turquia, Recip Tayyip Erdogan, afirmou neste sábado (30/07) que os comandantes militares passarão a responder ao Ministério da Defesa e que as academias militares serão fechadas. As medidas visam colocar os militares sob completo controle civil após uma tentativa fracassada de golpe de Estado.

"Vamos apresentar uma pequena reforma constitucional [ao Parlamento] que, caso seja aprovada, colocará o Serviço Nacional de Inteligência e os chefes do Estado-maior sob controle da presidência", disse Erdogan em entrevista à emissora de televisão pró-governo A-Haber.

Leia também na coluna Zeitgeist: Os militares turcos e a defesa do Estado laico

O governo precisará do apoio dos partidos de oposição para avançar com a mudança, já que são necessários dois terços dos deputados para alterar a Constituição, e o partido de Erdogan não tem essa maioria.

O presidente publicou na edição deste domingo do diário oficial do país o decreto que fecha todas as escolas militares e as substitui por uma universidade nacional para formar militares para as Forças Armadas. Além disso, expulsou mais 1.389 soldados, entre eles um de seus antigos assessores.

Erdogan declarou ainda que o estado de emergência de três meses poderá ser prolongado, assim como fez a França após os ataques terroristas.

O presidente disse que, até agora, 18.699 pessoas foram detidas após a tentativa frustrada de golpe, sendo que, delas, 10.137 ainda estão presas. Estima-se que mais de 50 mil pessoas perderam seus empregos.

O líder turco voltou a acusar o clérigo Fethullah Gülen, que vive exilado nos EUA, de ser o responsável pela tentativa de golpe de Estado de 15 de julho. Ele afirmou, ainda, que Gülen tem atrás de si um "mentor", dando a entender que mais forças estariam por trás da tentativa frustrada.

FC/lusa/dpa/afp/rtr

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