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Mundo

Erdogan promete guerra implacável contra curdos do PKK

Presidente da Turquia diz que campanha militar contra rebeldes curdos vai continuar até que todos os "terroristas" e suas armas sejam eliminados. Caças turcos bombardeiam 17 alvos do PKK em dois dias.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu nesta terça-feira (11/08) dar continuidade à campanha militar contra militantes curdos até que não reste terrorista algum. Enquanto ele discursava numa cerimônia militar, Ancara lançava novos ataques contra rebeldes curdos no país.

"Nossa luta vai continuar até que não reste nem ao menos um terrorista dentro das nossas fronteiras e até que concreto seja derramado [sobre suas armas]", disse Erdogan. Ele afirmou não estar falando em "depor as armas, mas em enterrá-las".

Nos últimos dois dias, caças turcos bombardearam 17 alvos na província turca de Hakkari, como parte da ofensiva contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Até pouco tempo atrás, o partido travava negociações de paz com o governo, após anos de insurgência.

Críticos afirmam que a "guerra sincronizada contra o terror" de Erdogan –

anunciada no mês passado

contra o PKK e o grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) – é simplesmente uma tentativa de recuperar apoio a seu partido, o AKP, que teve um mau desempenho nas urnas em junho.

Apesar de a estratégia de Erdogan supostamente ter como objetivo ajudar na luta contra o EI, até agora foram atacados sobretudo alvos curdos. Muito menos ênfase foi dada a alvos do EI na fronteira com a Síria.

Os curdos separatistas do PKK responderam aos recentes ataques quebrando um cessar-fogo que entrou em vigor em 2013 e promovendo uma campanha sangrenta contras as forças de segurança.

Nesta segunda-feira, quatro policiais turcos morreram num ataque a bomba reivindicado pelo PKK. Segundo levantamento da agência de notícias AFP, desde o início da crise atual, 29 membros das forças de segurança do país morreram em atos de violência ligados ao partido curdo.

LPF/afp/rtr

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