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Mundo

Erdogan convoca novas eleições na Turquia

Impasse político para formar coalizão governista leva presidente a marcar novo pleito para 1º de novembro. Oposição acusa governo de manobra política e de violar a Constituição.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta sexta-feira (21/08) que convocará eleições antecipadas para 1º de novembro, após fracasso nas tentativas de formar uma coalizão com partidos de oposição, culminando num impasse político sem precedentes no país.

Erdogan, cujo partido sofreu um revés nas últimas eleições em junho, disse que se reunirá com o líder do Parlamento na segunda-feira para formalizar a convocação das novas eleições.

"Levaremos o país às eleições" afirmou o presidente a repórteres após as preces da sexta-feira. "Se Deus quiser, a Turquia terá novamente eleições, no dia 1º de novembro."

O prazo para os partidos políticos chegarem a um acordo para a formação de uma coalizão governista expira no domingo. Em junho, o Partido pela Justiça e Desenvolvimento (AKP) de Erdogan manteve a maior representação no Parlamento, mas, pela primeira vez desde 2002, perdeu a maioria necessária para governar.

O anúncio das novas eleições veio dias após o

primeiro-ministro Ahmet Davutoglu abandonar os esforços de formar um governo de coalizão

, após o fracasso das negociações com líderes de dois outros partidos.

Muitos analistas acreditam que Erdogan, de fato, desejou a convocação de novas eleições. Líderes da oposição o acusam de obstruir esforços para formar uma coalizão e de ir contra a Constituição do país, o que o presidente nega.

Erdogan se recusou a negociar com o segundo maior partido do país, o Partido Republicano Popular (CHP), cujo líder, Kemal Kilicdaroglu, se nega a por os pés no novo e controverso palácio presidencial construído sob a gestão do presidente.

O governo turco está realizando uma ofensiva contra militantes curdos e jihadistas, o que leva muitos a acusarem o presidente de tentar obter ganhos políticos com o conflito ao angariar o apoio dos nacionalistas e desacreditar o partido pró-curdo CHP (Partido Republicano do Povo), cuja expressiva votação recebida nas eleições de junho impossibilitou a maioria parlamentar do AKP.

RC/afp/dpa

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