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Mundo

Erdogan acusa Merkel de usar "medidas nazistas" contra turcos

Presidente da Turquia critica chanceler por causa da proibição de ministros turcos participarem na Alemanha de comícios a favor do referendo constitucional. Ancara também condena protesto de curdos em Frankfurt.

Presidente da Turquia, Receo Tayyip Erdogan

Erdogan: "A Europa não deixa nossos ministros e deputados falarem, mas permitem a fala do PKK"

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fez um ataque pessoal à chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, neste domingo (19/03), ao acusá-la de usar "medidas nazistas" contra os turcos. A tensão entre os dois países tem aumentado desde que autoridades alemãs impediram ministros turcos de fazerem comícios a favor do referendo constitucional de 16 de abril, que pode dar maiores poderes a Erdogan.

"Quando nós os chamamos de nazistas, eles se sentem desconfortáveis. Eles se apresentam juntos em solidariedade, especialmente a Merkel", declarou o presidente. "Mas agora você [Merkel] está aplicando medidas nazistas. Contra quem?", acrescentou. "Contra meus irmãos que vivem na Alemanha e contra os meus ministros e deputados que vão visitá-la."

"A Europa não deixa nossos ministros e deputados falarem, mas permitem a fala do PKK e da FETÖ", criticou Erdogan, em referência ao proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e ao movimento do clérigo Fethullah Gülen, que é acusado por Ancara de ter instigado o fracassado golpe de Estado de julho.

"Depois de anos dando armas e carinho às organizações terroristas, agora saíram às ruas. Acabou o baile de máscaras", acrescentou, em aparente referência à manifestação curda deste sábado em Frankfurt, na qual foram exibidas bandeiras do PKK. Neste sábado, o Ministério do Exterior da Turquia convocou o embaixador alemão em Ancara para se queixar sobre a manifestação.

A presidência da Turquia criticou o governo alemão por permitir a realização do protesto com símbolos do PKK, que é considerado uma organização terrorista e banido na Alemanha. "Avisamos as autoridades alemãs, e elas não deram nenhuma resposta, portanto chamamos o embaixador alemão e condenamos o fato da forma mais severa", disse um porta-voz.

A polícia alemã afirmou que decidiu não intervir para evitar incidentes, mas que está tentando identificar os manifestantes que carregaram bandeiras com a imagem do líder do PKK, Abdullah Öcalan, preso na Turquia.

Mais tensões

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reiterou neste domingo que a intenção de Ancara de restabelecer a pena de morte na Turquia impede a adesão do país à União Europeia. "Se a pena de morte for reintroduzida na Turquia, isso levará ao fim das negociações", afirmou ao tabloide alemão Bild. No sábado, Erdogan disse esperar que o parlamento turco aprove a reinstauração da pena de morte após o referendo constitucional de 16 de abril.

Outro capítulo na tensão entre Berlim e Ancara é a prisão do jornalista turco-alemão Deniz Yücel, do jornal Die Welt, por ligações com o PKK. Erdogan afirmou que se trata de um agente terrorista. "Graças a Deus ele foi preso", disse. O Ministério do Exterior da Alemanha considera as acusações absurdas.

KG/efe/lusa/ard

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