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Mundo

Erasmus: 20 anos de intercâmbio universitário na Europa

Há 20 anos, tinha início o Erasmus, um sistema de intercâmbio para universitários da Europa. A partir dele, surgiu o Erasmus Mundus, programa de incentivo a mestrandos, do qual brasileiros também podem participar.

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Programa incentiva integração européia

A cidade de Lisboa, em Portugal, sediou nesta quinta e sexta-feiras (04 e 05/10), a conferência de encerramento das comemorações de 20 anos do programa Erasmus, que é considerado um dos mais bem sucedidos exemplos de integração européia, contribuindo para redesenhar os sistemas de ensino superior europeus.

A cada ano, mais de 154 mil jovens recebem uma bolsa para cursar um período de 3 a 12 meses em uma universidade de algum outro país da União Européia ou da Islândia, Noruega, Turquia e Liechtenstein.

O estudante só precisa preencher um formulário e selecionar um dos destinos oferecidos por sua universidade, que seleciona seus bolsistas em função de critérios próprios. Além de exigir certos requisitos, como um certo grau de domínio do idioma local, a instituição acolhedora tem o direito de recusar o estudante, embora isso raramente ocorra.

Brasileiros só podem participar do programa se tiverem residência permanente em algum país da UE.

Proposta do Erasmus

20 Jahre Erasmus

20 anos de sucesso

Estabelecido em 1987, o programa deve seu nome ao filósofo, teólogo e humanista holandês Erasmo de Rotterdam, que estudou nas melhores escolas monásticas da Europa. Na sua época, foi reconhecido como um dos estudantes mais brilhantes do mundo.

"Desde o princípio, deixou-se claro que o Erasmus é uma ajuda financeira e não uma bolsa completa", explica José Puigpelat, representante da Direção Geral de Educação da Comissão Européia, à DW-WORLD.DE. Afinal, os 140 a 200 euros concedidos por mês não bastam para cobrir os custos de vida.

"A filosofia do Erasmus é a de que estudar custa, até mesmo em seu próprio país. Mas estudar no exterior custa ainda mais e o dinheiro do Erasmus é destinado a cobrir esses gastos adicionais. Mas é certo que esse valor não é grande coisa, deveria ser mais."

Atravessando a Europa

Logo ESN

Alemanha, Espanha, França, Reino Unido e Itália recebem mais estudantes

A Espanha é o país que mais recebe alunos. Em 2006, mais de 26 mil estudantes escolheram o país como destino. Para Puigpelat, a língua é o principal motivo. "Há muito interesse em aprender espanhol", conta. A Alemanha é o terceiro maior destino e o país que mais exporta, tendo enviado 23.848 estudantes a outros países em 2006. Mas também a França, o Reino Unido e a Itália atraem um grande número de interessados, segundo estatísticas.

"O Erasmus é muito importante para a Europa, seja economicamente, por formar força de trabalho, ou por sua contribuição à integração política. O conhecimento mútuo dos países europeus é essencial e não há dúvida de que o Erasmus ajuda as pessoas a se conhecer melhor", opina Puigpelat.

Oportunidade para brasileiros

Inspirado no sucesso do Erasmus, foi criado em 2004 o Erasmus Mundus, um programa de alcance internacional financiado pela UE, que concede bolsas de mestrado em instituições da Europa a cidadãos de países em desenvolvimento, assim como bolsas de estudo para europeus que desejam estudar nestes países.

A proposta do projeto é permitir que estudantes formados e pesquisadores altamente qualificados de todo o mundo ampliem seus conhecimentos em um dos países do bloco. Dos 1196 bolsistas selecionados para o período letivo de 2007/2008, 66 são brasileiros.

Para participar, o interessado deve entrar em contato diretamente com os organizadores dos cursos de mestrado oferecidos. As bolsas são destinadas aos melhores estudantes e cobrem os gastos de viagem e estada na Europa, assim como as taxas acadêmicas para toda a duração do curso. O incentivo financeiro é de 21 mil euros para um ano de mestrado e de 42 mil euros para dois anos.

O Erasmus Mundus foi aprovado pelo Parlamento europeu e pelo Conselho da UE para uma duração de quatro anos. Mas sua continuidade já está garantida. A segunda fase do programa para os anos de 2009 a 2013 prevê o prosseguimento das atividades existentes e a ampliação do auxílio a todos os níveis do ensino superior.

A idéia é melhorar as condições de financiamento aos estudantes europeus e abrir novas possibilidades de cooperação com instituições de ensino superior de países em desenvolvimento.

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