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Futebol

Era Blatter na Fifa é marcada por escândalos

Há 17 anos, suíço ocupa a presidência da entidade máxima do futebol mundial. Prisão de altos dirigentes em Zurique foi apenas mais uma das várias controvérsias durante seu mandato.

A Fifa passou por uma série de escândalos durante os 17 anos de gestão de Joseph Blatter. O último deles, dois dias antes de seu congresso anual, quando a prisão e o indiciamento de uma série de

altos dirigentes da entidade

causou mais um embaraço.

Mesmo que o presidente Joseph Blatter, em princípio, não esteja diretamente envolvido neste último escândalo, ele já esteve no centro de várias controvérsias, que acabaram manchando a imagem da entidade máxima do futebol.

Em 1997, Blatter esteve envolvido num escândalo, mesmo antes de assumir o cargo que ocupa hoje. Os pivôs do caso foram seu antecessor, João Havelange, e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ambos teriam recebido milhões em subornos por contratos de marketing para a Copa do Mundo. Blatter foi inocentado de todas as suspeitas, embora ele, como secretário-geral, tenha transferido pessoalmente um pagamento a Havelange de 1,5 milhão de francos suíços.

Em 1998, o então secretário-geral Joseph Blatter ganhou a eleição à presidência da Fifa, derrotando o então presidente da Uefa, Lennart Johansson, pouco antes do início da Copa do Mundo da França. Até hoje, há acusações sobre supostos pagamentos de 50 mil dólares, cada, a delegados africanos, realizados em um quarto de hotel em Paris. Blatter nega a acusação.

Em 2006, o então vice-presidente da Fifa, Jack Warner, assumiu a comercialização dos cobiçados ingressos para a Copa da Alemanha em seu país de origem, Trinidad e Tobago. Sua empresa teria recebido 900 mil dólares de comissão. No entanto, as investigações da Fifa não conseguiram encontrar indícios contra Warner, somente contra o filho dele.

Em 2010, Rússia a Qatar foram definidos como sedes das Copas de 2018 e 2022. Já antes da escolha, dois membros executivos da Fifa foram suspensos por causa de corrupção comprovada. Acusações contra os futuros países-sede do Mundial foram investigadas pela Fifa, mas sem resultados definitivos. Suspeitas ainda pairam sobre o então processo de escolha, atualmente investigado também por promotores suíços.

Em 2011, Mohamed bin Hammam, do Qatar, se candidatou para enfrentar Blatter na eleição para presidente. Pouco antes da votação, foram reveladas suspeitas contra o funcionário vindas do Caribe. Os 35 votos da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) são considerados cruciais. Enquanto Blatter prometeu às confederações um milhão de dólares como auxílio oficial da Fifa, Hammam tentou extraoficialmente oferecer 40 mil dólares a cada organização. Ele foi descoberto, após denúncias de outros funcionários, posteriormente condenados por participar de esquema de corrupção.

Em 2014, houve notícias de suspeitas de venda ilegal de bilhetes da Copa do Mundo no Brasil pelo dirigente argentino Julio Grondona, morto no ano passado.

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