Equipes de resgate buscam desaparecidos em navio naufragado | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.01.2012
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Mundo

Equipes de resgate buscam desaparecidos em navio naufragado

Aumenta para cinco o número de corpos encontrados após acidente com o navio Costa Concórdia, próximo à ilha italiana de Giglio. Capitão, preso, é acusado de abandonar embarcação antes do resgate dos passageiros.

Equipes prosseguem buscas no Costa Concordia

Equipes prosseguem buscas no Costa Concordia

A guarda costeira italiana informou na manhã deste domingo (15/01) que as equipes de resgate localizaram um terceiro sobrevivente dentro do navio de cruzeiro Costa Concordia. O membro da tripulação Marrico Giampietroni foi libertado da embarcação e transportado para terra em um helicóptero. Há suspeita de que ele teria quebrado uma perna.

Na noite de sábado, um casal sul-coreano que passava sua lua de mel no cruzeiro havia sido resgatado após bombeiros terem ouvido gritos vindos da parte emersa do navio. Eles apresentavam boas condições físicas.

Casal sul-coreano estava em lua de mel

Casal sul-coreano estava em lua de mel

O Costa Concordia, com mais de 4.200 pessoas a bordo, se chocou contra uma rocha e encalhou na noite de sexta-feira próximo à ilha mediterrânea de Giglio, na costa da região italiana da Toscana e, em seguida, virou de lado.

A grande maioria dos passageiros foi resgatada, mas pelo menos 17 pessoas ainda estavam desaparecidas neste domingo.

O acidente deixou dezenas de feridos e causou pelo menos cinco mortes. Além dos três mortos encontrados no sábado – identificados como dois turistas franceses e um membro peruano da tripulação – foram resgatados outros dois corpos neste domigo. Segundo informações das equipes de resgate, os dois homens idosos estavam em uma cabine e vestiam coletes salva-vidas.

O capitão da embarcação, Francesco Shettino, foi preso, mas insistiu que não estava fora de seu curso e que as rochas não constavam de seus mapas.

Muitos passageiros queixaram-se de que a tripulação não forneceu boas instruções sobre como evacuar o navio e que demorou a baixar os botes salva-vidas. Outros reclamaram que durante 45 minutos a única informação dada aos passageiros era a de que o navio passava por "problemas técnicos" – por isso as luzes teriam se apagado.

Capitão Francesco Schittino é preso

Capitão Francesco Schittino é preso

Acusações contra o capitão

O procurador encarregado de investigar o acidente, Francesco Verusio, acusou o capitão de abandonar o navio "muito antes de todos os passageiros serem retirados".

Mergulhadores da polícia e equipes de resgate tentavam no domingo entrar na parte submersa do casco para procurar mais vítimas. O porta-voz da guarda costeira, capitão Filippo Marini, afirmou à TV Sky Italia que mergulhadores conseguiram recuperar a chamada “caixa preta” os registros dos detalhes de navegação de um compartimento que se encontra submerso.

O navio transportava turistas, principalmente italianos, mas também havia muitos estrangeiros de mais de 50 países como Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Estados Unidos e Brasil.

Todos os 53 brasileiros a bordo sobreviveram – 47 passageiros e seis tripulantes. Segundo o Itamaraty, dos 26 que perderam a documentação no acidente, 24 já receberam Autorização de Retorno ao Brasil. Os outros dois pedirão um novo passaporte nesta segunda-feira (16/01).

MD/ap/afp/rtr/dpa
Revisão: Mariana Santos

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