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Ciência e Saúde

Equipes completam etapa do resgate de pesquisador ferido em caverna da Baviera

Há oito dias Westhauser está ferido na caverna mais profunda da Alemanha. Espeleólogo explorava uma região a mil metros de profundidade quando foi atingido por uma avalanche. Resgate deve durar ainda alguns dias.

Concluída com sucesso nesta segunda-feira (16/06) mais uma fase do salvamento do pesquisador alemão Johann Westhauser, que ficou gravemente ferido na caverna Riesending, em Berchtesgaden, na Baviera. Após uma escalada de nove horas, as equipes de resgate que o trazem conseguiram alcançar o terceiro bivaque, que fica a 700 metros de profundidade, no maior e mais profundo sistema de cavernas da Alemanha.

Inicialmente, a equipe estimava que o transporte do pesquisador por esse percurso extremamente vertical e com paredes lisas poderia durar até dois dias. "Isso corresponde ao que sempre comunicamos, é difícil prever quanto tempo vai durar. Nós continuamos dentro do nosso cronograma", declarou Roland Ampenberger, porta-voz da organização de socorro em montanha Bergwacht Bayern.

O drama de Westhauser já dura oito dias. Em 8 de junho, o espeleólogo e mais dois colegas foram surpreendidos por uma avalanche de pedras, durante uma expedição de pesquisa a mais de mil metros de profundidade. O pesquisador foi atingido por uma pedra na cabeça e sofreu traumatismo craniano.

Enquanto um colega da excursão permaneceu com Westhauser, o outro foi buscar ajuda. Após 12 horas, ele finalmente conseguiu sair da caverna, que possuiu poços profundos e cânions que podem ser escalados somente por montanhistas experientes e com equipamento adequado.

Para resgatar Westhauser, além da escalada por paredes íngremes, as equipes precisam transportar o ferido numa maca por passagens estreitas e córregos subterrâneos. Segundo os socorristas que trabalham no local, alguns dos pontos do labirinto subterrâneo são tão estreitos, que só uma pessoa magra consegue passar.

Riesending-Schachthöhle Rettungsaktion 16.06.2014

Estado de Johann Westhauser é estável

Terceiro bivaque

O resgate de Westhauser começou na sexta-feira. O objetivo é atingir um bivaque a cada dia. Em cada etapa está prevista uma pausa para que o espeleólogo ferido possa descansar. Mais de cem socorristas da Alemanha, Áustria, Suíça e Itália estão trabalhando na missão, divididos em várias equipes.

A cada nova etapa, a equipe e o médico que a acompanha são trocados. Até o quarto bivaque, o percurso percorrido foi horizontal, seguido de uma escalada de 200 metros até o terceiro bivaque. Ainda há um caminho difícil até a boca da caverna. "Precisamos ainda subir 700 metros", informou Ampenberger.

O estado do pesquisador é estável e ele se comunica, mas ainda pode haver complicações, segundo a equipe de resgate. "Ele está respondendo, mas não está bem", resumiu um dos socorristas. Westhauser mandou lembranças para sua família, disse estar se sentido bem na maca e ter fome.

Após uma pausa, o transporte deve continuar no início da noite de segunda-feira. O resgate durará ainda mais alguns dias, e as equipes precisam escalar mais de 200 metros em paredes extremamente lisas.

Johann Westhauser trabalha no Instituto de Física Aplicada do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe e também é formado em resgate em cavernas. Ele é um dos pesquisadores que descobriram a Riesending, em 1995. A dimensão real do sistema de cavernas só foi compreendida anos mais tarde. Desde 2002 a região é explorada por uma equipe de espeleólogos, da qual o pesquisador acidentado participa.

CN/dpa/afp/rtr/ap

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