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Esporte

Equipe de Völler comemora Brasil como adversário

Desacreditados até a semifinal, Völler e seus jogadores passam o dia desfrutando do reconhecimento internacional. Delegação alemã considera um sonho decidir Copa com o Brasil.

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Graças a Kahn, Alemanha igualou recorde holandês de chegar à final com apenas um gol tomado em seis jogos

Apesar das críticas diárias vindas de todos os cantos do mundo, inclusive de seu próprio país, a Seleção Alemã consolidou-se como a zebra mais eficiente desta Copa do Mundo. Ao garantir uma vaga na final com a vitória sobre a Coréia do Sul, o treinador Rudi Völler e seus jogadores viraram a mesa e passaram a quarta-feira saboreando a reconquista do respeito ao futebol alemão, que entrara em crise há dois anos na Eurocopa.

"Fizemos muito pelo futebol alemão nesta temporada. Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen foram às finais da Copa da Uefa e da Liga dos Campeões. E agora estamos na decisão do mundial. Podemos coroar uma grande temporada", avalia o meio-campo Ballack, que, suspenso, não jogará contra o Brasil. "Há poucas semanas, ninguém apostava em nós. Mas tiramos o máximo das oportunidades que tivemos. Nosso balanço fala por si", afirma orgulhoso o treinador.

Uma das estatísticas mais surpreendentes é a da defesa. Chega à final com apenas um gol em seis jogos, feito só registrado até hoje pela Holanda em 1974. E note-se que a Alemanha embarcou para o Japão sem seus dois zagueiros titulares. "Jogamos seis partidas. Cinco vezes a defesa foi criticada. Nada mau", ironiza o zagueiro Metzelder, de apenas 21 anos. Mas que não fuja da realidade. De fato, à exceção da semifinal, a retaguarda alemã mostrou-se insegura em todos os jogos anteriores. O mérito por sua rede ter balançado só uma vez cabe principalmente às excelentes atuações do goleiro Kahn.

Dia livre antes de ver o Brasil

Depois de permitir que os jogadores passassem a noite com suas esposas e namoradas, Völler realizou apenas um treino leve pela manhã, liberando todos em seguida. A maioria aproveitou para passear por Seul, a capital sul-coreana, onde a delegação continua hospedada. Fosse nas ruas ou no hotel, os alemães sentiram o gostinho de terem finalmente se tornado o centro das atenções.

Às 20 horas, porém, o técnico restabeleceu o clima de concentração, visando à final de domingo em Yokohama (Japão). Antes de irem dormir, todos assistiram pela tevê à definição do próximo adversário, ficando satisfeitos por ser o Brasil. "Prefiro jogar contra a Seleção Brasileira. Contra a Turquia, ficaríamos sob pressão muito maior. Brasil, só o nome já é fantástico", declarou o goleiro e capitão Oliver Kahn.

"Com certeza, Brasil é um sonho. Mas, se nós jogarmos como contra a Coréia, temos chance contra qualquer equipe deste mundo", afirmou o atacante Klose, que perdeu nesta quarta-feira a liderança da artilharia do mundial para o brasileiro Ronaldo. Com uma contusão nas costelas, Klose foi o único que não treinou nesta quarta-feira, mas tem escalação praticamente certa contra o time de Felipão. "Somos a zebra e não temos nada a perder nesta final. Assim podemos jogar livres de qualquer peso", avaliou o reserva Asamoah.

Nem sempre ganha o melhor

O técnico Völler também vê o Brasil como franco favorito. "Eles sempre tiveram os melhores jogadores. Mas nem sempre ganha a melhor equipe. Se fosse assim, o Brasil já seria campeão 14 vezes", analisa o campeão mundial de 1990. As estatísticas apontam a Seleção Alemã como freguesa da brasileira. De 17 jogos, a canarinho venceu 10. Quatro partidas terminaram empatadas e a Alemanha só ganhou três. Além destes jogos, houve um único em copas do mundo, que os alemães não costumam contabilizar: a derrota da Alemanha Oriental por 1 a 0 no mundial de 1974.

Se os valores individuais são apontados como o ponto forte dos brasileiros, a equipe de Völler tem o seu na união e determinação do grupo em pôr um ponto final na má fase do futebol alemão. "Ganhamos tanta autoconfiança neste período que nada mais pode nos tirar dos trilhos", acredita Ballack.

Após acompanhar a vitória brasileira, o treinador antecipou como pretende tirar do Brasil a exclusividade do título de tetracampeão mundial. "Temos de ficar bem compactos atrás e criar chances através de jogadas corajosas e arriscadas", adiantou Völler, deixando antever uma forte retranca alemã.

O ex-jogador Paul Breitner pensa semelhante. "Não poderemos permitir que os brasileiros tenham chances de gol e evitar tanto quanto possível ficarmos em desvantagem no placar para que não tenhamos de nos arriscar tanto no ataque", opinou o campeão mundial de 1974, que desde o início da copa já apontava Brasil e Alemanha como os finalistas de Yokohama. Mas, se Breitner não errar em seu prognóstico inicial, o penta brasileiro está garantido.