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Economia

Equiparação, só no papel

Situação difícil no mercado de trabalho prejudica mulheres e estrangeiros em primeiro lugar, conclui relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre discriminação no emprego.

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Quase todos os países europeus dispõem de leis e regulamentações para coibir desvantagens no mercado de trabalho, seja por causa do sexo, da cor da pele ou da confissão religiosa. Mesmo assim, a discriminação ainda existe, principalmente nos países em desenvolvimento, mas também nas nações ricas, como a Alemanha.

A tendência é de piora, em conseqüência da tensão na conjuntura e do terrorismo internacional, aponta o relatório sobre discriminação divulgado em Bonn pela Organização Internacional do Trabalho – OIT.

Ainda vivemos num mundo masculino, denuncia o estudo. "Apesar dos esforços de vários anos e da grande quantidade de regulamentações, a desigualdade de chances no mercado de trabalho continua um grande problema em todo o mundo. Sejam mulheres, representantes de minorias étnicas ou aidéticos, centenas de milhões de pessoas são discriminadas a cada dia", explica Roger Böhning, da OIT.

As principais atingidas são as mulheres, embora representem 66% da força de trabalho no mundo. Além de terem menos estabilidade em seus empregos, elas enfrentam muito mais problemas na ascensão a postos de liderança, revela o relatório da organização. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a mão-de-obra feminina sofre menos discriminação, resta muito a fazer para a equiparação entre os dois sexos no mercado de trabalho dos países árabes.

Mesmos cargos, salários diferentes

Na Europa, aumentou a discriminação de fundo religioso. Os imigrantes costumam ficar desempregados com maior freqüência e por mais tempo. Já as mulheres continuam não sendo remuneradas da mesma forma como seus colegas do sexo masculino. O estudo revelou ainda uma peculiaridade da mão-de-obra feminina no mercado europeu: grande parte não trabalha em expediente integral. Na Alemanha e na Holanda, 52% das mulheres não passam o dia inteiro no emprego, enquanto na Suécia são 46% e na Noruega, 42% da mão-de-obra feminina.

Indische Frauen balancieren Ballen von Tee auf ihren Köpfen

As mulheres representam 66% da força de trabalho no mundo

O estudo da OIT aponta também problemas na China e no Vietnã, explica Roger Böhning: "Do ponto de vista moral, a discriminação é incompatível com o perfil democrático. Sob o aspecto econômico, a discriminação no ambiente de trabalho é um desperdício dos potenciais de produção e de produtividade existentes num país. Pessoas discriminadas não sentem prazer em trabalhar".

Böhning ressalta que não bastam leis e punições para combater a desigualdade de chances. Também o controle é fundamental, por isso o representante da Organização Internacional do Trabalho em Bonn defende a criação de órgãos públicos especializados neste tipo de controle. "Para serem eficientes, tais instituições deveriam receber competências amplas, além das verbas e do quadro de pessoal necessário", destaca.

Cargos de liderança

Outro fator importante para a garantia da equiparação de chances, segundo Böhning, é a educação e a qualificação profissional. Na Alemanha, por exemplo, mais da metade dos calouros nas universidades é do sexo feminino. Este quadro, entretanto, não se espelha nos cargos de liderança.

Segundo o Ministério alemão da Família, a cota de chefes do sexo feminino no país varia de 5% a 6%, dependendo do porte da empresa. Por outro lado, há uma alta concentração de mulheres em algumas profissões de nível médio tidas como tipicamente femininas. Ambos os sexos só estão representados de forma equitativa em 10% das profissões na Alemanha.

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