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Mundo

Enviados da UE conversam duas horas com Arafat

O chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, e o enviado especial ao Oriente Médio, Miguel Angel Moratinos, conversaram com o presidente palestino, Yassir Arafat, durante duas horas, em Ramallah.

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Yassir Arafat e Javier Solana (d) em Ramallah.

Os representantes da comunidade de 15 países exigiram em seguida a retirada imediata das tropas israelenses dos territórios ocupados.

No encontro com a missão de paz da UE, Arafat repetiu a mesma exigência e destacou a necessidade de um fim rápido ao cerco da Basílica da Natividade, em Belém, que já dura três semanas. O seu conselheiro da Autoridade Nacional Palestina, Nabil Abu Rudeineh, advertiu que Arafat corre perigo de vida. O líder palestino está isolado e cercado pelo Exército israelense, em seu quartel-general em Ramallah, desde o início da operação Muro Protetor, em 29 de março.

Israel ameaçou ampliar a sua grande ofensiva da Cisjordânia para a Faixa de Gaza, enquanto os enviados da UE iniciavam a sua nova missão de paz no Oriente Médio. Numa reunião do seu gabinete, o primeiro-ministro Ariel Sharon, destacou que "não há lugar tranqüilo para terroristas". A Faixa de Gaza foi poupada até agora da operação Muro Protetor, durante a qual os israelenses prenderam 1800 e mataram outras dezenas de palestinos.

Enquanto isso aumentavam as pressões para o governo israelense permitir a uma missão da ONU investigar as ações de suas tropas no campo de refugiados palestinos em Jenin, como havia prometido. "Israel tem de aceitar essa missão em seu próprio interesse", exigiu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell. A ONU anunciou que a sua comissão viajará para o Oriente Médio no sábado.

Em Genebra, a comissária dos Direitos Humanos da ONU, Mary Robinson, também exigiu que as partes em conflito aceitem a missão das Nações Unidas. Os acontecimentos nos territórios palestinos têm de ser investigados por um partido independente e os responsáveis por violações dos direitos humanos dos dois lados têm de ser punidos, disse ela. Robinson listou num relatório numerosas violações dos direitos humanos, como maus trados de presos palestinos pelas tropas israelenses, e o abuso de pessoas como escudos vivos.