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Esporte

Entre o futebol e a saudade: os craques brasileiros do Duisburg

Os jogadores de futebol Roque Júnior, Aílton e Fernando Santos, do Duisburg, contam por que preferem jogar na Europa e falam sobre a vida na Alemanha, os planos para o futuro e as saudades do Brasil.

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Roque Júnior treina no campo do Duisburg

O frio de 3 graus de uma manhã de sol de quarta-feira não impede os jogadores do Duisburg de irem a campo para mais um dia de treino com o técnico Rudi Bommer. Entre corridas, pulos e brincadeiras de pega-pega, os rapazes aquecem a musculatura e trabalham o físico por quase duas horas sob os olhares atentos de torcedores que, bem agasalhados, observam o treino atrás do alambrado que envolve o campo.

Do grupo fazem parte os brasileiros Roque Júnior, de 31 anos, Fernando Santos, 27 anos, e Aílton, 34 anos, que na Alemanha é famoso por ter sido o primeiro estrangeiro a ser eleito jogador do ano, em 2004. "Quando o Aílton chegou ao Duisburg, há seis meses, os treinos eram uma loucura. As arquibancadas estavam lotadas de fãs adultos e mirins que procuravam por ele", conta o assessor de imprensa do time alemão, Tobias Günther.

Dificuldades de adaptação

Roque Júnior, Fernando Santos e Aílton são unânimes quando se referem às melhores condições de vida e de trabalho na Europa. Nenhum deles tem planos de voltar ao Brasil. Ao menos não por enquanto. E isso apesar das barreiras a serem ultrapassadas todos os dias na Alemanha.

Training MSV Duisburg Foto Bettina Riffel

Treino no frio de 3 graus do inverno alemão

Entre elas estão o clima europeu, a rígida disciplina e a pontualidade. Mas tudo isso se anula quando os esforços são retribuídos com pontos para o clube e com o carinho do público. "Os estádios de futebol na Alemanha estão sempre lotados. Independentemente do jogo, os torcedores estão sempre presentes. E isso anima qualquer jogador", argumenta, com um sorriso no rosto, Roque Júnior, depois do treino daquela manhã.

O carioca Fernando Santos, que veio do Flamengo, acredita que a adaptação a uma nova cultura está relacionada com a idade e com os objetivos que se tem na vida. "Quando se é jovem é bem mais fácil", avalia. Ele conta que veio pela primeira vez à Alemanha aos 23 anos. "Minha maior dificuldade foi com o clima, mas mesmo assim eu queria retornar para a Europa."

Elogios à Alemanha

Para os três profissionais brasileiros, a Alemanha é um dos melhores países para trabalhar e viver. Os motivos variam, mas todos concordam que, no centro da Europa, há melhores condições de vida, menos violência e melhores salários. "O povo alemão tem a capacidade de ver o que é certo e o que é errado. Isso, infelizmente, a gente está perdendo no Brasil", opina Roque Júnior.

"A infra-estrutura, os aeroportos, as estradas, o trem, tudo facilita a vida de qualquer cidadão. A Alemanha é um dos melhores países em que eu já morei", ressalta o zagueiro, que reside em Colônia com a esposa e os filhos. Ele afirma que se sente em casa na cidade. "Se o Brasil pudesse copiar um país ou se eu pudesse nascer de novo em outro lugar, desejaria que fosse a Alemanha."

Fernando também destaca que os salários são bem melhores na Europa. "Sem falar na tranqüilidade que se tem para jogar. No Brasil, a cobrança é muito maior. E depois que se tem família, procura-se tranqüilidade. Lá nós não sairíamos de casa. Aqui é outra mentalidade. O assédio de fãs é bem menor", conta o zagueiro.

Continue lendo sobre a vida dos jogadores brasileiros do Duisburg na Alemanha.

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