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Alemanha

Entre a pesquisa de ponta e a bomba atômica

Inaugurado em junho de 2003, o controvertido reator nuclear de Garching (perto de Munique) coloca a Alemanha na vanguarda da pesquisa científica do nêutron.

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O reator nuclear de pesquisas de Garching

O reator de Garching custou 435 milhões de euros e sua construção já havia sido concluída em 2001. Mas a entrada em funcionamento foi prorrogada por conflitos políticos.

O governo estadual da Baviera, que financiou quase metade do projeto, é o seu maior defensor; mas o governo federal de social-democratas e verdes, que adotou um curso antinuclear, hesitou bastante antes de conceder o alvará de funcionamento.

O problema deste reator é que ele utiliza urânio altamente enriquecido como combustível. E, do ponto de vista tecnológico, é muito mais fácil construir uma bomba atômica a partir de urânio do que de plutônio. Por isso mesmo, o urânio enriquecido é cobiçado por países interessados em desenvolver um programa nuclear (como o Paquistão, por exemplo), e também por terroristas.

Perspectivas para a ciência e medicina

O reator de pesquisas de Garching está vinculado à Universidade Técnica de Munique. Ele foi qualificado pelo governador da Baviera, o conservador Edmund Stoiber (CSU), como "máquina de empregos do século 21", que assegurará à Alemanha a dianteira no setor nuclear.

A característica fundamental deste reator é fornecer nêutrons em quantidade e qualidade acima de tudo o que existe atualmente. O nêutron é uma partícula neutra, que penetra no núcleo do átomo sem sofrer resistência elétrica e por isso se presta à exploração do seu interior.

Bombardeando-se com nêutrons os núcleos, é possível, por exemplo, "iluminar" motores em funcionamento a fim de melhorar o seu rendimento, observar e testar a resistência de materiais, como rodas de trens de alta velocidade (o ICE alemão), pás de turbinas de avião, etc.

Outras aplicações do nêutron são na física - transporte de energia sem perda de resistência (supercondutores) - e na medicina - diagnóstico de doenças e tratamento de pacientes com câncer.

Conversão para urânio menos enriquecido

Até 2010, o reator de pesquisas de Garching terá de ser adaptado para funcionar com urânio mediamente enriquecido, ou seja, urânio não apropriado à fabricação de armas atômicas.

Os Estados Unidos exerceram forte pressão para impedir a entrada em funcionamento do reator de Garching, alegando o perigo da disseminação de material atômico.

O governador da Baviera, Stoiber, criticou os americanos, afirmando que eles na verdade estariam tentando impedir que o reator americano de Oak Ridge (Massachusetts) fosse suplantado pelo concorrente alemão.

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