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Mundo

Entidades alemãs suspendem ajuda ao Iraque

A situação dos estrangeiros no Iraque torna-se cada vez mais precária. As organizações humanitárias alemãs decidiram por isso retirar todos os seus funcionários do país.

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Veículo americano em chamas na estrada de acesso a Falluja: estrangeiros em perigo

A organização humanitária alemã ADH ( Aktion Deutschland Hilft) retirou do Iraque nesta segunda-feira (12/4) todos os funcionários que ainda operavam no país. A falta de segurança para os estrangeiros não permite o prosseguimento das ações humanitárias, segundo o porta-voz da organização, Hartmut Wilfert. A ADH é uma confederação de várias entidades humanitárias (Help, AWO, care, Malteser, Arbeiter-Samariter-Bund e World Vision), cuja função é coordenar as diversas ações.

Os últimos funcionários da ADH no Iraque – dois alemães e dois franceses da organização Help – foram transferidos para Amman, na Jordânia, e aguardam instruções sobre um possível retorno ao país ou o adiamento sine die das atividades em território iraquiano. A ADH pretende aguardar e acompanhar a evolução dos acontecimentos durante cerca de uma semana, antes de tomar uma decisão final sobre os projetos no Iraque.

Os funcionários da Help estavam engajados na eliminação de armas e explosivos encontrados em zonas residenciais de Bagdá. Desde a escalada da violência, eles praticamente não puderam mais deixar a casa onde estavam alojados. Sua retirada constitui um golpe para as medidas de pacificação do país. Contudo, a segurança dos funcionários tem prioridade total, afirmou Hartmut Wilbert.

Objeto de caça

Também o gerente de organização humanitária alemã Help, Wolfgang Nierwetberg, vê poucas possibilidades de atuação no Iraque no momento. Com a retirada dos dois alemães e dois franceses, nesta segunda-feira, todos os funcionários não-iraquianos da organização já deixaram o país, o que equivale a uma paralisação parcial de todos os projetos humanitários.

"Os estrangeiros são atualmente objeto de caça dos rebeldes, o que aumentou exageradamente o risco do trabalho no Iraque", afirmou Nierwetberg. A organização Help ainda possui cerca de 45 colaboradores iraquianos, que tentam manter os projetos em andamento. Mas também as suas possibilidades de atuação tornaram-se bastante restritas.

A Help encarrega-se não apenas da eliminação de armamentos e explosivos. Seus funcionários fazem a distribuição de gêneros alimentícios a entidades sociais iraquianas e instalam equipamentos destinados à preparação de água potável para o abastecimento da população.

Alemães deixaram o país

De acordo com as informações da ADH, tudo indica que já não há mais nenhum assistente humanitário alemão atuando no Iraque. Uma certeza quanto a isto, no entanto, só poderá ser dada no correr da semana.

A situação torna-se cada vez mais precária para os estrangeiros, em todo o Iraque. No final da semana passada, dois agentes alemães desapareceram após um ataque ao comboio em que viajavam. Eles estavam a caminho de Bagdá, onde deveriam reforçar as forças de segurança da embaixada alemã no Iraque. As autoridades alemãs ainda não obtiveram a confirmação, mas consideram como provável que os dois policiais alemães tenham sido mortos.

No fim-de-semana, sete chineses foram tomados como reféns pelos rebeldes. Não há notícias concretas sobre seu paradeiro e estado de saúde. Tampouco há informações sobre os três cidadãos japoneses seqüestrados dias antes.

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