Entenda como são feitas as vacinas contra a gripe | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.05.2009
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Mundo

Entenda como são feitas as vacinas contra a gripe

Vírus estão em constante mutação e representam uma armadilha para o nosso sistema imunológico. Isso é o que torna tão difícil a fabricação de vacinas. No caso da gripe, a cada ano é preciso criar uma vacina nova.

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Método é seguro e eficiente, mas pressa é inimiga

É quase impossível para os cientistas controlar as diferentes famílias de vírus atuantes num determinado momento. Pois elas precisam ser permanentemente observadas e monitoradas, para se poder constatar se estão em mutação e definir quais têm maior probabilidade de provocar a próxima onda de gripe, explica Michael Pfleiderer, do Instituto Paul Ehrlich, sediado na cidade alemã de Langen.

"Os responsáveis por esse processo são os chamados Centros de Colaboração de Pesquisa e Referência sobre a Influenza, da Organização Mundial da Saúde (OMS), existentes na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália", explica. "Eles fazem isso rotineiramente, tanto em caráter sazonal para as vacinas comuns contra a gripe, quanto em casos de pandemia."

Um ovo, uma dose

Uma vez identificadas as famílias mais importantes, a OMS as envia aos fabricantes como base para novas vacinas. "Os vírus ativos são então inoculados em ovos de galinhas para serem cultivados em grande escala." Vírus de diferentes famílias devem ser processados separadamente.

Os vírus então se multiplicam rapidamente na membrana externa dos embriões. Após cerca de três dias, os ovos são abertos e o líquido virulento é separado do resto. "O método de fabricação através de ovos de galinha é seguro e a maioria dos processos se baseia nele, mesmo em caso de pandemia", conta Pfleiderer.

Retirados dos ovos, os vírus da gripe – que neste momento ainda são altamente infecciosos – são atenuados, desinfetados e centrifugados. No final, misturam-se os vírus de diferentes famílias em uma única vacina. "No total, quase um bilhão de doses de vacina são fabricadas por ano no mundo todo."

Rapidez é obstáculo

O único problema é quando se tem pressa. Por exemplo, quando um vírus até então desconhecido surge repentinamente. No total, o processo de fabricação de uma nova vacina leva, no mínimo, 12 semanas, ou seja, três meses.

E é possível que não haja ovos suficientes, pois, para cada dose, é necessário um ovo embrionado – e, claro, ovos que atendem a critérios especialmente elevados de higiene e não são encontrados em qualquer galinheiro.

Por isso, pesquisadores trabalham para desenvolver outros métodos para a multiplicação de vírus. Por exemplo, através de culturas celulares mantidas em laboratório. No entanto, ainda não há uma alternativa de eficácia comparável ao método dos ovos embrionados.

"Essa cadeia logística foi amplamente estabelecida. O que é muito discutido é a possibilidade de uma pandemia afetar também as galinhas, o que interromperia essa cadeia de abastecimento. Mas isso não ocorrerá, pois há um vírus da influenza humano e um vírus da influenza aviário. Um único vírus não pode ter as duas características."

Uma vez pronta, a vacina é testada com toda minúcia quanto a sua eficiência e tolerância. Na Alemanha, a licença de fabricação é então emitida pelo próprio Instituto Paul Ehrlich, ligado ao Ministério da Saúde.

Autora: Judith Hartl
Revisão: Augusto Valente

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