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Mundo

Enquanto EUA negociam, Assad promete assinar tratado de armas químicas

No momento em que Moscou e Washington discutem plano para evitar intervenção militar, presidente sírio diz que assinará convenção e entregará arsenal químico. Kerry, porém, afirma que palavras não são suficientes.

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Presidente sírio Assad aponta Rússia como único mediador aceitável

Enquanto Estados Unidos e Rússia tentam avançar num acordo que evitaria o bombardeio à Síria, o ditador Bashar al-Assad anunciou nesta quinta-feira (12/09) ter feito uma petição para uma adesão formal à Convenção de Armas Químicas (CAQ), assinada por quase todos os países do mundo.

A ONU confirmou o recebimento dos documentos de Damasco. Em entrevista à agência de notícias russa RIA, Assad deixou claro, no entanto, que o regime só colocará seu arsenal químico sob controle da comunidade internacional um mês após a assinatura da convenção.

"Do meu ponto de vista, o acordo entrará em vigor um mês depois da assinatura e, então, a Síria começará a entregar os dados sobre as reservas de armas químicas. São processos padrões. E nós vamos aderir a eles", disse o presidente sírio.

Assad enfatizou que a Síria estaria avançando em direção ao desarmamento químico devido à proposta feita pela Rússia, e não movida pelas ameaças de intervenção militar. Ele acrescentou que tem "relações de confiança" com Moscou, que, segundo ele, deverá desempenhar um papel-chave no processo de negociações.

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Deslize público de secretário de Estado John Kerry abriu novo capítulo no impasse da Síria

"Não temos confiança nem comunicação com os Estados Unidos. A Rússia é o único Estado que pode cumprir essa função hoje em dia", afirmou.

A Síria é um dos sete países não alinhados com a convenção de 1997. Seus 189 signatários se comprometem a não desenvolver, produzir, armazenar ou a usar armamentos químicos, assim como a destruir todos aqueles em sua posse.

Putin culpa rebeldes

Após o primeiro encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov, sobre a possibilidade de Damasco entregar as armas químicas, o secretário de Estado americano, John Kerry, rejeitou a proposta de Assad de esperar 30 dias depois da assinatura da convenção.

"Nós acreditamos que não haja um padrão sobre esse procedimento em razão da maneira como o regime agiu. As palavras do governo sírio, em nossa opinião, simplesmente não são suficientes", afirmou Kerry na Suíça.

Kerry destacou, novamente, que está em Genebra em busca de uma solução para a crise, mas, deixou claro que, se Assad não concordar em pôr as armas químicas sob controle internacional, os EUA podem prosseguir com o plano de intervenção militar.

Lavrov, por sua vez, se disse confiante com a cooperação de Assad. "Tenho certeza de que nossos colegas americanos estão convencidos de que devemos seguir a via pacífica para resolver o conflito sírio", afirmou.

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Comissão de inspetores não encontrou provas conclusivas sobre autoria de massacre químico em Damasco

Nesta quinta-feira, em artigo no jornal New York Times, o presidente russo, Vladimir Putin, responsabilizou os rebeldes, e não Assad, pelo suposto uso de armas químicas. "Temos todos os motivos para acreditar que [o gás químico] foi utilizado não pelo Exército sírio, mas por forças da oposição, para provocar uma intervenção de seus poderosos apoiadores internacionais".

De forma parecida, na entrevista à imprensa russa, o ditador sírio negou que suas tropas tenham estado por trás do bombardeio com gás sarin, que, em 21 de agosto último, matou 1.400 civis. Segundo Assad, as alegações contra seu regime foram propagadas por Washington, quando, na realidade, os verdadeiros responsáveis pelo massacre químico seriam os rebeldes.

AV/rtr/dpa

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