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Mundo

Engrossa coro alemão contra uma guerra

Aumentam no governo em Berlim as vozes por um voto da Alemanha contra uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que justifique uma guerra no Iraque.

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Ministro da Defesa, Peter Struck: as relações com os EUA estão afetadas

É cada vez menos provável um sim da Alemanha a uma guerra, no Conselho de Segurança da ONU, disse o ministro alemão da Defesa Peter Struck, em Berlim, nesta sexta-feira (17), um dia após a notícia do achado da Comissão de Controle da ONU (Unmivic). O político do Partido Social Democrático (SPD) admitiu, ao mesmo tempo, que o governo alemão ainda não tomou uma decisão definitiva. O ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, do Partido Verde, vai pedir mais tempo para os inspetores de armas da ONU, na reunião do Conselho de Segurança em Nova York, segunda-feira (20). Fischer quer discutir a questão também com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O governo do chanceler federal Gerhard Schröder continua se esforçando para não adiantar a posição a respeito de uma possível nova resolução do Conselho de Segurança sobre o Iraque, pois isso poderá lhe criar uma situação política difícil dentro e fora do país. O porta-voz do governo, Thomas Steg, confirmou que a Alemanha se empenha para conseguir mais tempo para os inspetores de armas da ONU no Iraque. No momento, existe uma discussão sobre isso entre os Estados Unidos e outros membros do Conselho de Segurança.

Steg não quis adiantar como seria o voto da Alemanha sobre uma resolução que justificasse uma guerra. Ele qualificou como "uma avaliação pessoal" a opinião do ministro da Defesa sobre uma improbabilidade maior de um sim alemão a uma guerra para desarmar o Iraque e destituir o seu presidente Saddam Hussein, como planejam os EUA. A Alemanha não definiu o seu voto porque ainda não chegou o momento, segundo o porta-voz. O chefe de governo pronunciou-se no mesmo sentido. Um membro do governo americano teria advertido Berlim para um não à guerra.

Pressão de todos os lados

As pressões partem de todos os lados. Nos últimos dias, dois ministros do SPD, partido presidido pelo chefe de governo - Manfred Stolpe e Heidemarie Wieczorek-Zeul - advertiram para que o governo não amoleça o categórico não que Schröder disse a uma guerra durante a campanha eleitoral de setembro de 2002. Isso gerou a pior crise nas relações teuto-americanos do pós-guerra. O presidente George W. Bush nem deu os parabéns formais a Schröder pela vitória eleitoral.

Depois de um período de distensão, o ministro alemão da Defesa admitiu agora que as relações bilaterais estão afetadas. "Não se pode negar que está muito difícil no momento", disse Struck.

Pró e contra a guerra

A presidenta do Partido Verde, Angelika Beer, pressupôs que o governo alemão não diria sim a uma segunda resolução do Conselho de Segurança que justificasse uma guerra contra o Iraque. "Não podemos conceber que a Alemanha diga sim, porque não queremos essa guerra", afirmou ela, acrescentando "somos contra".

O líder da União Democrata-Cristã (CDU), o maior partido de oposição alemão, Wolfgang Schäubler, ao contrário, defendeu o apoio alemão à guerra cada vez mais provável. "Se não tiver outro jeito, a Alemanha deveria votar a favor de uma segunda resolução", disse ele, apelando ao governo alemão para adotar uma posição conjunta com os aliados no Conselho de Segurança e não rejeitar desde já uma nova resolução na ONU.

A Alemanha assumiu este mês um dos 15 postos de membros não permanentes do grêmio máximo da ONU e a presidência da Comissão de Sanções contra o Iraque.