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Economia

Energias renováveis: um setor em expansão

Como líder mundial em energia eólica e uma das primeiras também em solar, a Alemanha é sede de uma conferência sobre energias renováveis. As empresas do setor contam com a expansão do mercado.

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Energia eólica em Brandemburgo

Políticos e organizações internacionais determinam a agenda da Renewables 2004, a conferência internacional de quatro dias sobre fontes renováveis de energia, aberta nesta terça-feira (01/06), em Bonn. A iniciativa privada desempenha um papel secundário no encontro. Várias firmas aproveitam, contudo, a chance para fazer seu lobby e demonstrar as vantagens de seus produtos.

Muito oportuno, nesse sentido, é o novo recorde do preço da gasolina, lembrando que as fontes fósseis são perecíveis e que a dependência do petróleo, ainda muito alta, poderá ser fatal, se não se apostar em alternativas.

Um mercado para fontes renováveis

"Em Bonn temos a possibilidade de conversar com a maioria dos governos e entidades que administram a energia e que, no momento, ainda não fazem muita coisa pela energia eólica, mas que eventualmente podem se interessar por essa fonte. A nossa missão é convencê-los de que o nosso setor trabalha de forma muito eficaz desde a defesa ambiental até a rentabilidade", declarou à DW-RADIO Corin Millais, secretário-geral da Associação Européia de Energia Eólica, EWEA.

Millais sabe da importância de se criar um mercado para as fontes renováveis. O planejamento de longo prazo é um fator de grande importância nesse sentido. Ao contrário das fontes fósseis, as renováveis não têm custos de combustível, mas em compensação seus investimentos iniciais são muito altos. Daí a necessidade de programas especiais e incentivos.

De olho na Ásia e no Brasil

A plataforma ideal para esses contatos é o Fórum de Negócios, organizado paralelamente pela Agência Alemã de Energia (DENA) e a Sociedade Alemã de Cooperação Ténica (GTZ), a 200 metros do local da conferência. Cerca de 30 empresas como a Eon, General Electric Wind ou a Solar World apresentam ali suas tecnologias. Para Felix Losada, da fabricante alemã de turbinas eólicas Nordex, os mercados mais interessantes são a Ásia - China e Japão em primeira linha – mas também a Índia.

"Na América Latina, o Brasil é um país com excelente potencial para a energia eólica. Na Colômbia nós construímos recentemente um parque eólico em Guajira. São 15 instalações que produzem 1,2 megawatt e ele é o maior parque da América do Sul", declarou Losada à DW-RADIO.

O grande salto na Alemanha

O setor de energias renováveis já atingiu um faturamento de 10 bilhões de euros por ano na Alemanha, o que significa um aumento de 40% desde o ano 2000. Segundo o ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, que inaugurou a conferência nesta terça-feira (01/06), a energia eólica é responsável por cerca de metade dessa soma (4,8 bilhões de euros). A biomassa tem uma parcela de 2,8 bilhões de euros e a energia solar conseguiu aumentar seu faturamento para 1,4 bilhão de euros.

Isso foi possível graças às condições criadas pelo governo alemão. "O boom da energia renovável não representa apenas uma chance de crescimento econômico como também de emprego", ressaltou Trittin. Atualmente o setor emprega 120 mil pessoas, com tendência crescente.

Perspectivas

"Em 2020 mais de meio milhão de pessoas estarão trabalhando no ramo das energias renováveis, prevê Johannes Lackmann, presidente da Confederação de Empresas de Energias Renováveis, BEE. A condição é que se consiga aumentar para 20% a parcela das fontes alternativas no consumo geral de energia.

"Investimentos nessas fontes são ao mesmo tempo investimentos em proteção do clima, segurança quanto ao abastecimento, emprego e crescimento sustentável", resumiu Lackmann. O setor aposta na exportação da tecnologia alemã. Empresas alemãs, dinamarquesas e espanholas estão entre as líderes do setor.

E o vento sopra a favor das fontes mais lógicas de energia: "Nós contamos com um forte aumento do preço da energia nos próximos anos", expõe Fritz Vahrenholt, presidente da Repower Systems, construtora de instalações de energia eólica de Hamburgo, justificando porque chegou o momento de investir nas renováveis.

"Vamos nos tornar cada vez mais dependentes. Em compensação, cada quilowatt/hora de eólica que produzirmos, não teremos que importar. Eu acho que isso é um sinal importante, embora não se possa deduzir de que resultará diretamente num bom negócio para as firmas alemãs", concluiu. Isso só acontecerá com a formação de mercados e incentivos também para a exportação da tecnologia alemã.

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