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Economia

Energia do fundo da Terra para Unterhaching

A comunidade de Unterhaching, nas proximidades de Munique, deu início a um ambicioso projeto de aproveitamento das águas térmicas do subsolo para a geração de energia elétrica e calor para a calefação.

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A perfuratriz utilizada no projeto na Baviera

Ainda há quatro anos, Unterhaching freqüentava as manchetes dos jornais alemães, pelo menos dos especializados em esporte: o clube de futebol da cidade havia conseguido a façanha de subir para a Primeira Divisão e participar assim do Campeonato Alemão. Agora, a comunidade de 20 mil habitantes nas proximidades da capital da Baviera volta a chamar a atenção, até mesmo de especialistas internacionais, porém por outro motivo.

Está em andamento na cidade o maior projeto de energia geotérmica da Alemanha, com a meta de produzir, até 2005, 3,7 megawatts de energia elétrica e 16 megawatts de calor para a calefação de prédios.

Importante fonte de energia renovável

Orçada em 35 milhões de euros, a usina geotérmica de Unterhaching está sendo subsidiada pelo Ministério do Meio Ambiente com 4,8 milhões de euros. O ministro Jürgen Trittin, que deu o tiro de largada para o início das perfurações, ressaltou o caráter modelar do projeto.

De seu sucesso depende a confirmação das esperanças depositadas no calor gerado no centro do globo terrestre como fonte de energia renovável que poupa o meio ambiente. Já existem outras 30 instalações geotérmicas em funcionamento na Alemanha, mas sua produção é reduzida e destina-se quase que exclusivamente à geração de calor para a calefação.

Até fins de abril, as máquinas de perfuração devem atingir em Unterhaching uma profundidade de três quilômetros. Só então se confirmará se a água no subsolo daquela região tem mesmo a temperatura de 120 graus centígrados, como prevêem os especialistas. Para a geração de energia elétrica, a temperatura mínima necessária é de 100ºC.

Nova tecnologia e novo modelo de seguro

A tecnologia inovadora prevista para a usina de Unterhaching utiliza uma mistura de amônia e água para a produção do vapor que moverá as turbinas, possibilitando o aumento do grau de eficiência dos atuais 7% para 14%. Se confirmados todos os prognósticos, a emissão de dióxido de carbono resultante da geração de energia na comunidade poderá ser reduzida em 30 mil toneladas por ano, um efeito considerável para o meio ambiente.

O potencial da energia geotérmica é indiscutível, mas os riscos ligados aos projetos que se utilizam dessa fonte têm impedido seu avanço. É impossível determinar com segurança, antes de uma perfuração, a quantidade de águas térmicas existentes no subsolo e sua temperatura. Arcar com os custos de 3 a 5 milhões de euros por uma perfuração tem assustado muitos investidores. Também sob este aspecto, o projeto de Unterhaching é inovador: pela primeira vez na Europa, foi possível fazer um contrato com uma seguradora para cobrir os riscos.

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