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Mundo

Encontro mundial reunirá 800 mil jovens católicos

Conferência internacional prepara 20ª Jornada Mundial da Juventude, evento da Igreja católica que reunirá em Colônia 800 mil participantes de todo o mundo. Delegação brasileira terá cerca de dois mil integrantes.

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Convite para Colônia data do encontro de 2002, em Toronto

Cerca de 280 representantes da Igreja católica de 89 países e funcionários do Vaticano preparam, neste fim de semana (06 a 09/01), em Bensberg, perto de Colônia, a 20ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece de 16 a 21 de agosto de 2005, na Alemanha. "É como se fosse um mini-concílio, onde discutimos tanto aspectos religiosos quanto logísticos do encontro que deverá reunir 800 mil jovens, 600 bispos e quatro mil jornalistas em Colônia", diz o assessor de imprensa da JMJ, Mathia Kopp.

Angela Maria Falquetto

Angela Maria Falquetto, assessora de Pastoral da Juventude da CNBB, com a bandeira da JMJ

A Igreja Católica brasileira deverá ser representada por cerca de dois mil jovens e algumas dezenas de bispos, padres e religiosos, diz Angela Maria Falquetto, assessora de Pastoral da Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A maioria vem através dos movimentos eclesiásticos, como Focolare, Catecumenato, Renovação Carismática e congregações, e pretende participar do intercâmbio com paróquias alemãs, previsto para o período de 11 a 15 de agosto.

Segundo Falquetto, no encontro de 2000, em Roma, o Brasil esteve presente com quatro mil participantes. "A CNBB repassa as informações e mensagens da JMJ para cerca de 35 mil grupos de jovens no Brasil, mas não pode subsidiar a viagem à Colônia", diz. O pacote para os brasileiros, incluindo passagem, hospedagem e alimentação, custa em torno de 900 dólares.

Falquetto acredita que a JMJ na Alemanha será "uma experiência fantástica para os participantes. Mas o encontro tem de ter a cara e o jeito da juventude nos diferentes países e não virar uma plataforma de promoção do papismo". Ela e outros representantes da América Latina estranharam a ausência de jovens na missa de abertura da conferência deste fim de semana, na catedral de Colônia. "A Igreja parece distante dos jovens", diz.

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É justamente isso que o presidente da Conferência dos Bispos Alemães (CBA), cardeal Karl Lehmann, pretende mudar. "Estou convicto de que a JMJ dará um novo impulso à Igreja alemã. A Igreja mundial nos visita e nós temos a chance de mostrar nossa hospitalidade e a diversidade da vida comunitária nas 27 dioceses alemãs. A solidariedade internacional, que nós sempre pregamos, também será um tema central do encontro, ainda mais depois da catástrofe no Sudeste Asiático", disse à DW-WORLD.

Lehmann diz que a motivação da juventude alemã é grande, "como mostra a participação nas romarias com a cruz da JMJ". Essa cruz, entregue à juventude católica em 1983 pelo papa João Paulo II, é um símbolo da JMJ. Ela circulou pelos países europeus, de abril de 2003 a abril de 2004, e desde então percorre as dioceses alemãs. De 8 de julho a 15 de agosto será carregada numa romaria a pé de Dresden até Colônia.

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