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Mundo

Encontro histórico entre Elizabeth 2ª e ex-líder do IRA na Irlanda do Norte

Durante visita à Irlanda do Norte, rainha Elizabeth 2ª apertou a mão do vice-chefe de governo em Belfast e ex-dirigente do IRA, Martin McGuinness. Gesto é considerado o mais importante no processo de paz na região.

Durante a visita de dois dias à Irlanda do Norte, a rainha Elizabeth 2ª e antigo líder do movimento paramilitar católico Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês), Martin McGuinness, apertaram pela primeira vez as mãos, num momento histórico das relações entre Londres e Belfast.

Elizabeth 2ª e o vice-chefe de governo da Irlanda do Norte, controlada pelos britânicos, dão um importante passo rumo a uma paz definitiva entre republicanos pró-irlandeses e súditos leais ao governo em Londres. O aperto de mãos chega a ser considerado o passo mais importante no processo de paz na Irlanda do Norte.

Durante três décadas, a violência dos conflitos entre católicos e protestantes custou a vida de milhares de militares e civis, inclusive a do primo da rainha Lord Louis Mountbatten, assassinado em 1979 pelo IRA. Segundo especialistas, na época, o movimento clandestino era liderado por McGuinness.

Somente em 1998, através do chamado Acordo de Paz da Sexta-feira Santa, o conflito entre católicos e protestantes chegou oficialmente ao fim. Em 2005, o IRA anunciou o fim da campanha armada. Dois anos mais tarde, McGuinness assumia o cargo de vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte.

Königin Elizabeth Besuch in Nordirland 2012

Irlandeses do norte saúdam casal real britânico durante visita a Enniskillen

Mudança de senso

Até agora, o Sinn Fein, partido de McGuiness e antigo braço político do IRA, havia rejeitado qualquer encontro com a rainha. Ainda no ano passado, por ocasião da visita de Elizabeth 2ª à República da Irlanda, os representantes do partido rejeitaram todos os convites.

Sinn Fein luta por uma Irlanda unida e não reconhece a divisão do norte britânico. Embora um acordo de paz tenha sido assinado em 1998, ainda hoje, não param de acontecer ataques e tentativas de atentado na Irlanda do Norte.

Na noite de terça para quarta-feira, cerca de 100 jovens equipados com coquetéis molotov fizeram ressurgir sinais das antigas tensões ao se confrontarem com a polícia em Belfast. Nove policiais saíram feridos. Antes disso, houve distúrbios no oeste de Belfast depois de republicanos terem hasteado uma bandeira e um emblema dizendo "Eriu é nossa rainha", fazendo referência a uma deusa da mitologia local.

Königin Elizabeth Besuch in Nordirland 2012 Protest

Pichação contra visita da rainha à Irlanda do Norte

Visita de dois dias

Na quarta-feira, a rainha se encontrou a portas fechadas com McGuinness, num teatro de um bairro de classe média de Belfast, cercado por centenas de policiais.

Os dois apertaram novamente as mãos para as câmeras, enquanto a rainha deixava o edifício. Segundo um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, esse aperto de mãos "elevou a relação entre o dois países a um novo nível."

A visita de dois dias da rainha britânica à Irlanda do Norte faz parte das comemorações dos 60 anos de reinado de Elizabeth 2ª e é sua vigésima visita à província britânica. Na terça-feira, a rainha visitou a pequena cidade de Enniskillen, onde 12 pessoas morreram vítimas de um atentado a bomba do IRA, em 1987.

Ainda nesta quarta-feira, Elizabeth 2ª e seu esposo, príncipe Philip, se juntam a 22 mil convidados para uma festa nos jardins de Stormont, os prédios do Parlamento da Irlanda do Norte.

CA/dpa/afp/rtr/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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