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Brasil

Empresas divulgam exemplos de economia sustentável na Rio+20

Marcas como Siemens, Unilever e Petrobras usam espaço da conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU para mostrar exemplos de como estão lucrando com a economia verde.

As maiores empresas do mundo estão na Rio+20 para mostrar que uma gestão mais equilibrada dos recursos naturais é lucrativa. Enquanto os governos são mais reticentes em assumir compromissos na conferência, o setor privado usa o evento como vitrine para demonstrar comprometimento com negócios sustentáveis.

A Unilever, marca por trás de produtos consumidos dois bilhões de vezes ao dia no mundo todo, diz economizar 10 milhões de dólares anuais com seu plano de sustentabilidade, lançado em novembro de 2010. As metas vão da melhora das condições de vida e trabalho à redução, pela metade até 2020, do desperdício associado ao descarte dos produtos da marca.

A iniciativa, defende a Unilever, encaixa-se na definição da almejada economia verde, debatida na Rio+20. "Uma economia verde é aquela que permite a pessoas e negócios continuarem progredindo de maneira que não impactem os recursos naturais negativamente", afirma Gail Klintworth, da Unilever, em conversa com a DW Brasil.

O caso foi citado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, em seu estudo O argumento comercial para a economia verde: retorno sustentável do investimento, em parceria com a SustainAbility e GlobeScan. Segundo os autores, quem investe em inovação sustentável para aumentar a eficiência dos recursos e operações tem vantagem na disputa pela competitividade.

Tecnologia verde

A alemã Siemens divulga na Rio+20 os seus investimentos em fontes de energia renovável. As turbinas eólicas da empresa são responsáveis por metade da produção energética offshore, o que poupa a emissão de 4 milhões de toneladas de CO2 por ano.

A companhia lançou na conferência uma competição mundial que vai patrocinar os projetos com soluções técnicas – e que contribuam para o desenvolvimento sustentável – em diversas áreas, como recursos hidráulicos, energia e saúde. A Siemens dará 50 mil euros ao vencedor e não exigirá em retorno o direito à propriedade da invenção.

Não citada no estudo do Pnuma, a Petrobras destaca no âmbito da Rio+20 a sua atuação no setor de biocombustíveis e o etanol de segunda geração que, inclusive, abastece minivans que transportam participantes da conferência. A lista de organizações que trazem suas melhores práticas ao Rio de Janeiro é longa, e inclui nomes como General Motors e Aviva.

Propaganda positiva

O argumento é que produtos e serviços sustentáveis impulsionam vendas e participação no mercado, melhorando a imagem da marca. O setor privado presente à Rio+20 parece engajado na missão de convencer o resto do mundo de que a transição para a economia verde não é uma questão de coragem, mas de lucro.

Gail Klintworth reconhece que setores da sociedade olham com ceticismo esse discurso das empresas. Segundo ela, para que a mudança aconteça, a sociedade precisa confiar mais na iniciativa privada. Ela diz ainda que um pouco de esperança é fundamental. "Acho que uma das maiores mudanças que temos a fazer é mudar esse discurso de que o planeta está queimando, o mundo está caindo. É importante aumentar a consciência [da sociedade], mas a essa altura do campeonato precisamos sair dessa fase e agir", comentou.

Ela defendeu a presença maciça de empresas na Rio+20 como gatilho para estimular mais iniciativas sustentáveis pelo mundo. "A melhor maneira de se fazer isso é mostrar exemplos, para que mais pessoas façam o mesmo."

Autora: Nádia Pontes, do Rio de Janeiro
Revisão: Carlos Albuquerque

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