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Copa do Mundo

Empresas brasileiras e alemãs acertam cooperação para organizar Copa de 2014

Abdib e BDI assinam carta de intenção com vistas a aproveitar a experiência da Alemanha na Copa 2006 para a preparação do Mundial de 2014 no Brasil.

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Copa no Brasil com know-how alemão?

A Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) assinou uma carta de intenção com a Confederação da Indústria Alemã (BDI), nesta terça-feira (11/07) em Berlim, com vistas a aproveitar a experiência obtida pela Alemanha na Copa 2006 para a preparação do Mundial de 2014 no Brasil.

"A experiência alemã em termos de organização, infra-estrutura e logística nos dá uma boa credencial, se o governo brasileiro encampar a tarefa de sediar a Copa do Mundo", disse o presidente da Abdib, Paulo Roberto de Godoy Pereira, após a assinatura do documento, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha.

Ele fez questão de ressaltar que se trata apenas de uma iniciativa do setor privado dos dois países. "Nós queremos buscar todas as experiências e, mais tarde, isso pode resultar em acordos de cooperação e transferência de tecnologia de firmas alemãs para empresas congêneres no Brasil", explicou.

Segundo Uriel Sharef, membro da diretoria da Siemens e novo chefe da delegação alemã na Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha, a intenção alemã é ajudar já na fase de pré-organização. "Para isso, oferecemos uma expertise gratuita aos brasileiros. Há vários passos que precisam ser seguidos para que uma candidatura seja bem-sucedida. Depois que houver uma decisão a favor do Brasil, veremos que projetos podem resultar."

O Brasil, através do Ministério dos Esportes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tem prazo até 15 de janeiro de 2007 para candidatar-se à organização da Copa de 2104. Em Berlim, já se especulou que a decisão poderá ser tomada pelo governo ainda antes da eleição presidencial deste ano.

Assim que a Alemanha tiver feito um balanço conclusivo do Mundial de 2006, a Abdib vai promover (provavelmente em setembro) um evento no Brasil para apresentar a experiência alemã. "Estamos coletando dados. Teremos de adaptar o conceito alemão à realidade brasileira. Provavelmente, os gastos com segurança serão maiores do que foram os da Alemanha", disse Godoy.

Embora, segundo Godoy, a Abdib ainda não tenha idéia de quanto custaria a organização de uma Copa no Brasil (na Alemanha, o governo havia previsto investimentos de 3,9 bilhões de euros), uma coisa é certa: "Nós vamos favorecer a candidadura do país".

Ele admitiu que o empresariado alemão não está oferecendo sua experiência por filantropia. "Muitas firmas alemãs já têm contratos para organizar a Copa de 2010 na África do Sul. É óbvio que eles têm interesse em vender a tecnologia do Mundial para o Brasil, mas nós vamos tentar favorecer o empresariado nacional", disse.

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