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Economia

Empresas alemãs de olho na Líbia

Empresários alemães discutem em Trípoli as perspectivas de investimentos na Líbia. Trata-se do maior grupo de lideranças da economia alemã a visitar um país árabe.

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Alemanha já é o segundo maior parceiro europeu da Líbia

Os pesos pesados da economia alemã participam, até esta terça-feira (30/11), na Líbia, de um fórum econômico sobre as perspectivas de investimentos neste país rico em petróleo. Segundo a Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), o grupo formado por representantes do alto escalão da Siemens, Hochtief, Commerzbank, Wintershall (subsidiária da Basf) e da operadora de turrismo TUI é o maior já enviado pela Alemanha a um país árabe.

O passo inicial havia sido dado em outubro último, quando o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, foi o primeiro chefe de governo alemão a visitar o país de Muammar Kadafi, depois que o presidente líbio se distanciou oficialmente do terrorismo.

Bilhões de euros em reservas de divisas

A maioria dos 180 líderes empresariais alemães no fórum teuto-líbio em Trípoli tem expectativas muito otimistas. Eles estão de olho nos cerca de 15 bilhões de euros que a Líbia teria economizado nos vários anos de seu isolamento internacional. Os principais setores em que o país carece de investimentos são o de energia, de bens de consumo e de infra-estrutura.

E para isso o país procura novos parceiros: "A Líbia decidiu distanciar-se do Oriente Médio. Não pretendemos continuar fazendo parte do Oriente Médio", assegurou Saif al-Islam, filho do presidente e provável sucessor de Kadafi.

Os interesses da Líbia estão voltados para a América do Norte e a Europa. A Alemanha, segundo maior parceiro econômico dos líbios − atrás apenas da Itália −, importou no ano passado 1,8 bilhão de euros em petróleo daquele país do norte africano. Só no primeiro semestre deste ano, houve um aumento de 37% neste valor.

Superar o passado socialista

Em cinco anos, a Líbia pretende duplicar sua produção de petróleo, que atualmente gira em torno de 1,5 milhão de barris por dia. Isto torna esta nação árabe já hoje o principal país árabe para investimentos diretos da Alemanha.

Um empecilho nestas relações, entretanto, é apontado por Peter Göpfrich, presidente da Câmara de Comércio Alemanha-Países Árabes: "É preciso melhorar as condições para os investimentos. Não podem ser criadas sempre condições especiais. Esperamos que o clima de investimentos ganhe padrões internacionais", diz.

Ainda persistem muitos resquícios da ditadura militar na Líbia, que começou a abrir seu mercado aos investimentos estrangeiros na década passada. O empresário berlinense Joachim Schuster, que pretende exportar equipamentos radiológicos, aponta outro problema – o do pagamento: "As reservas de petróleo e a abertura para o Ocidente com certeza garantirão os recursos para a importação. Os negócios com minha empresa no momento estão sendo feitos apenas na base do pagamento adiantado ou de fiança bancária".

Em 2003, a Alemanha exportou para a Líbia produtos no valor de 500 milhões de euros. No ano corrente, deverão ser 600 milhões. Este aumento deve-se também à possibilidade de as empresas alemãs usufruírem o Aval Hermes , uma garantia que o governo alemão dá aos bancos privados nacionais para a concessão de determinados créditos de exportação a países em desenvolvimento.

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