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Economia

Empresa voltada para a família gera produtividade

Com o apoio do governo, o empresariado alemão aposta cada vez mais em uma estrutura de trabalho voltada ao engajamento familiar. Pesquisa revela que tal postura melhora a produção. Cinco empresas modelo foram agraciadas.

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Família, uma alegria, não um peso para o trabalhador

Dois anos depois da criação da chamada Aliança para a Família, uma iniciativa do ministério alemão da Família e da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), é cada vez maior o número de empresas alemãs que investem em mudanças na estrutura de trabalho com o objetivo de oferecer um ambiente voltado ao engajamento familiar.

Cerca de 150 alianças regionais já foram formadas, com a participação de mais de mil empresas e mais da metade das Câmaras de Indústria e Comércio do país. A expectativa é que este número duplique. O trabalho conta com o apoio de igrejas e outras instituições visando contribuir para que o funcionário não veja sua família como um peso, mas sim como motivo de alegria e motivação, destacou a ministra da Família, Renate Schmidt.

A principal meta do programa nacional é desenvolver uma política familiar sustentável nas empresas, extensiva a todas as esferas da sociedade. Uma recente pesquisa revelou que quanto mais uma empresa pensa no bem-estar de seus funcionários e familiares, maior a produtividade.

Em outras palavras, ambas as partes usufruem das vantagens. O empresário que investe, por exemplo, em creches, no apoio às mães que retornam da licença-maternidade e em outras medidas similares, verá a rentabilidade crescer em média 25%. Um empregado que trabalha satisfeito, sabendo que sua família está amparada, apresenta maior disposição e iniciativa.

Exemplos de empresas alemãs

Cinco empresas alemãs foram agraciadas pelo desenvolvimento e implantação bem-sucedida de projetos voltados ao bem-estar social de seus funcionários e familiares. A cerimônia de entrega do prêmio contou com a presença do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, da ministra da Família, Renate Schmidt, e do ministro da Economia, Wolfgang Clement.

A Henkel, fabricante de cosméticos e produtos para lavar roupa, mantêm diversos programas sociais. Além de creches, conta com uma associação de aposentados, onde são realizadas várias atividades, desde oferta de viagens até ajuda para pequenos consertos caseiros. Um funcionário da Henkel também tem direito à dispensa de trabalho caso um familiar doente necessite de cuidados especiais.

A Komsa, fabricante de componentes para firmas de telefonia móvel, possui uma bem estruturada creche que oferece aulas de inglês e atividades pedagógicas. A empresa estimula o espírito de equipe. Diversas decisões são tomadas com a participação dos empregados. O horário de trabalho é flexível. Turnos podem ser trocados sem autorização prévia. A direção da Komsa planeja instalar uma lavanderia na empresa para facilitar a vida das funcionárias.

A Schönenberger Stahlbau, atuante no setor de construção e soldagem de aço, é uma empresa de pequeno porte com apenas 28 funcionários. As diretoras, Andrea e Sabine Schönenberger, criaram um banco de dados com informações importantes de cada empregado.

Aniversário da família, de casamento, por exemplo. Com tal ajuda, os funcionários são lembrados de datas significativas. Se a esposa de um deles estiver nos últimos meses de gestação, o empregado recebe um celular e tem à disposição um carro da empresa. Também são liberados para acompanhar a família em consultas médicas.

A filial da fabricante de produtos e cosméticos antroposóficos Weleda, na Suábia, criou o programa denominado Rede de Gerações, que funciona como uma espécie de ponte entre as gerações onde todos são beneficiados. Os aposentados se sentem úteis e os empregados recebem uma ajuda extra no dia-a-dia. Os que não estão mais na ativa são chamados para molhar as plantas, cuidar dos animais de estimação, cortar grama e outras atividades do gênero. Por enquanto, a oferta de trabalho tem sido maior do que a procura. Mas a direção aposta no sucesso da idéia.

Outro projeto em andamento é o intercâmbio de alunos, filhos de funcionários. A Weleda atua em mais de 30 países e um intercâmbio seria uma boa chance para os jovens vivenciarem outras culturas. A organização poderá ficar a cargo de um aposentado que tenha experiência no setor de exportação.

A rede Mulheres na Economia, da qual fazem parte 20 empresas como por exemplo a DaimlerChrysler, Deutsche Bank, Deutsche Post, Deutsche Telekom, Schering, Volkswagen e Robert Bosch, tem como objetivo incentivar a carreira feminina.

Na Alemanha, apenas 10,3% das mulheres ocupam cargos de chefia. Embora pouco abaixo da média mundial (10,4%), este percentual está muito aquém da Noruega, onde 40% dos altos cargos estão sob o comando feminino. Além de contar com o apoio de universidades e instituições do setor político e econômico, a rede oferece cursos, troca de experiências e até uma colônia de férias para crianças. A intenção é propiciar melhores condições às mulheres para uma bem-sucedida carreira no mercado de trabalho.

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