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Economia

Empresários prevêem ano difícil

De olho numa possível guerra contra o Iraque - cujas conseqüências econômicas ninguém consegue prever - o setor privado alemão conta com dificuldades em 2003: um novo recorde de falências e a perda de 300 mil empregos.

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Ludwig G. Braun, presidente da DIHT

Também 2003 será um ano difícil para a iniciativa privada na Alemanha, avalia a Confederação das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK). "Teremos a chance de uma recuperação paulatina na primavera, se não houver uma guerra prolongada contra o Iraque", disse o presidente da entidade, Ludwig Georg Braun, à agência alemã DPA.

Nesse caso, ele conta com uma reativação da conjuntura econômica mundial. Quanto ao crescimento econômico na Alemanha, a DIHK mantém sua previsão de 1%. O PIB (Produto Interno Bruto) do país teve apenas um crescimento de 0,2% em 2002.

Braun ainda conta com dificuldades no mercado de trabalho, apesar de expectativas promissoras, devido às reformas que o governo começa a implantar. Também no ano que vem, as empresas vão diminuir o montante dos investimentos e o número de funcionários.

Por isso, os especialistas da confederação contam com a perda de mais 300 mil empregos e um aumento do número de desempregados para 4,4 ou 4,5 milhões neste inverno setentrional, que já começou e se estende até março. Se em 2002 houve em média 4 milhões de desempregados, a previsão é de uma média de 4,25 milhões em 2003.

Novo recorde de falências em 2003

Os dados de 2002 ainda não foram divulgados, mas conta-se com um aumento de 20% do número de insolvências e falências, em relação a 2001, para cerca de 37.000. A cifra na Alemanha também inclui declarações de insolvência de particulares. O recorde deste ano poderá ser superado em 2003, com mais de 40 mil casos. Nesse caso, os investimentos terão uma queda real de 1% e a construção civil, de 4%. Isso, porém, não oculta o fato de haver inúmeras empresas em boa situação.

Exportadores devem faturar no mesmo nível de 2002

"A maioria das empresas pequenas e médias - especialmente nos setores mais problemáticos, construção e comércio, devem se preparar para um díficil 2003", avaliou Ludwig Georg Braun.

Melhores seriam as perspectivas para o setor exportador. "Se for possível se evitar um confronto militar com o Iraque, ou se este for resolvido rapidamente, a economia mundial poderá recuperar-se a partir da primavera de 2003", vaticinou.

Não obstante, deverá estagnar, no mesmo nível de 2002, o faturamento das empresas que atuam nos principais ramos de exportação, isto é, construção de automóveis e máquinas, indústrias química e eletrotécnica.

No correr do ano, o horizonte deve se desanuviar para os empresários. Os mercados com mais chances de exportação são a China e o Sudeste Asiático, a Rússia e outros países da Europa Central e Oriental, segundo Braun.

Quanto a incentivos para a conjuntura interna, ele confia na "capacidade de reformas do país" e novo alívio para as empresas, no que se refere a carga tributária, taxas e burocracia.

Em caso de uma guerra contra o Iraque, Braun disse não se poder avaliar as conseqüências para a economia alemã e a mundial. Muito vai depender da estabilidade de todo o Oriente Médio. Uma guerra levará necessariamente a um aumento do preço do petróleo "e de qualquer forma representará um sério golpe para a conjuntura mundial, da qual dependemos", concluiu.

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