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Mundo

Empresários e nomes de confiança integram gabinete de Macri

Parte dos ministérios do novo presidente argentino será comandada por nomes de peso do setor privado. Chefe de Gabinete será Marcos Peña, braço direito de Macri na prefeitura de Buenos Aires.

Durante a campanha eleitoral,

Mauricio Macri

, um dos homens mais ricos da Argentina, prometeu voltar o país para a economia de livre mercado. O presidente recém-eleito deu o primeiro sinal dessa mudança nesta quarta-feira (25/11), ao anunciar seu gabinete, composto em parte por nomes de peso do setor privado.

Para o cargo de ministro da Fazenda e Finanças, Macri nomeou o economista Alfonso Prat-Gay, que foi, entre 2002 e 2004, presidente do Banco Central da Argentina e também foi executivo do banco JP Morgan.

"A herança [econômica] não é boa", disse Prat-Gay, após o anúncio, e declarou que deverá encontrar um nível muito baixo de reservas e um panorama negativo no Banco Central (BC) argentino. O futuro ministro ressaltou que espera que o atual presidente do BC, Alejandro Vanoli, renuncie ao cargo para o qual foi eleito até 2019, devido à falta de independência com a qual conduziu o trabalho nos últimos anos.

Caso Vanoli renuncie, Macri já nomeou o ex-diretor do Banco de Buenos Aires Federico Sturzenegger para a presidência do BC.

O Ministério de Minas e Energia ficou com Juan José Aranguren, ex-presidente da filial argentina da petrolífera Shell. Susana Malcorra será a nova ministra do Exterior. Atualmente Malcorra é chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no entanto, ela vem do setor privado e trabalhou por 25 anos para as empresas IBM e Telecom.

O lobista, ex-dirigente das Confederações Rurais Argentinas e crítico da polícia de Cristina Kirchner Ricardo Buryaile foi nomeado para liderar o Ministério da Agricultura e levar adiante as propostas eleitorais de eliminar impostos de exportação para milho e trigo, além de acabar com o sistema de cotas para controlar as remessas.

A grande surpresa no novo gabinete é Lino Barañao, atual ministro de Ciência e Tecnologia, que comanda a pasta desde 2007 e permanecerá no cargo no governo de Macri.

Nomes de confiança

O Chefe de Gabinete será Marcos Peña, homem de confiança do novo presidente e que coordenou a campanha à presidência. Hoje Peña é secretário-geral do governo municipal de Buenos Aires, onde Macri é prefeito.

Outras pastas serão ocupadas por nomes com experiência política na capital argentina – como Saúde, que ficará nas mãos de Jorge Lemus, que foi secretário do setor em Buenos Aires de 2007 a 2012; Transportes, que será comandado por Guilermo Dietrich, atual subsecretário do setor na capital; e Justiça e Direitos Humanos, ministério que ficará a cargo do ex-procurador-geral de Buenos Aires Germán Garavano.

O novo presidente argentino e seu gabinete tomam posse no dia 10 de dezembro.

CN/rtr/efe

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