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Mundo

Embaixada tenta garantir segurança de alemães na Palestina

Duas pacifistas da Alemanha integram o escudo humano de proteção a Arafat.

A embaixada da Alemanha em Israel intensificou os seus esforços para garantir a segurança dos alemães que se encontram nos territórios palestinos. "Em cooperação com as autoridades israelenses, tentamos garantir a segurança de todos os alemães que estão nos territórios autônomos palestinos, independentemente dos motivos que os levaram para lá", disse um porta-voz da embaixada em Telaviv, sem no entanto revelar detalhes.

No momento, as atenções concentram-se nas pacifistas alemãs Sophia (50) e Julia Deeg (21), mãe e filha, de Munique, que se encontram em Ramala, onde participam de um escudo humano de proteção a Arafat. O escritório da representação alemã na cidade, no momento, é inacessível, por estar situado na zona de segurança declarada pelo exército israelense. Outro grupo de alemães encontra-se em Belém, onde ocorreram batalhas entre israelenses e palestinos, nesta terça-feira (02).

Situação alarmante – O ministro alemão das Relações Exteriores, Joshka Fischer, classificou a situação no Oriente Médio como "altamente alarmante". Ele voltou a exigir o acesso livre de representantes internacionais ao líder palestino Yasser Arafat. Fischer garantiu também que as duas pacifistas, cercadas desde domingo passado junto com Arafat, "passam bem, levando-se em conta as circunstâncias reinantes no local".

Diplomatas alemães residentes em Jerusalém mantiveram contato telefônico com as duas mulheres, que integram o movimento Peace Brigades Internacional (PBI). Sophia Deeg afirmou que viu Arafat, no domingo, no segundo andar do prédio sitiado pelo exército israelense. "Sentado à mesa, eles nos contou velhas anedotas de seu passado", revelou.

Catástrofe humana – Segundo Deeg, o PBI tenta chamar atenção para a catástrofe humana que ocorre na Palestina, levar medicamentos e impedir que os soldados invadam os hospitais. O movimento forma o escudo humano de proteção a Arafat e quer ampliá-lo à população civil palestina, usando a resistência pacífica. Calcula-se que aproximadamente 500 estrangeiros encontram-se na Palestina para formar esse escudo. Cerca de 40 ainda estão no quartel general de Arafat. Doze ativistas, entre eles, o líder dos agricultores franceses, José Bové, foram presos e expulsos de Israel.

Fundado em 1981, em conseqüência da repressão ao sindicato Solidariedade na Polônia, da intervenção soviética no Afeganistão e da invasão da Nicarágua pelos Estados Unidos, o PBI age somente a pedido de grupos pacifistas locais. Atualmente, seu maior projeto é desenvolvido na Colômbia, com a participação de voluntários de oito nações.