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Mundo

Em visita a Bruxelas, presidente egípcio recebe oferta financeira da UE

Embora obscurecida por violência contra representações diplomáticas dos EUA, visita de presidente Mursi a Bruxelas é frutífera. Egito é peça-chave da estratégia da UE de conquistar simpatia de novas democracias árabes.

Mohamed Mursi e José Manuel Barroso

Mohamed Mursi e José Manuel Barroso

Durante a visita do presidente egípcio, Mohammed Mursi, a Bruxelas, sede da União Europeia (UE), nesta quinta-feira (13/09), o bloco europeu prometeu maior ajuda econômica ao Egito.

José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, revelou que seu órgão ofereceu 500 milhões de euros em ajuda macrofinanceira àquele país árabe, caso o país negocie um programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, entre 150 milhões e 200 milhões de euros estariam disponíveis para a recuperação econômica egípcia.

Numa coletiva de imprensa, Barroso explicou que o auxílio financeiro adicional visa apoiar a planejada transição dos egípcios à plena democracia. "Podemos ampliar nosso programa de cooperação financeira com o Egito justamente para apoiar, em termos gerais, esses esforços consolidados pela democracia, pelos quais o presidente Mursi tanto se engaja", disse Barroso, complementando: "O Egito pode contar com a União Europeia".

Verbas e livre comércio

As novas verbas prometidas pela UE se adicionariam aos 449 milhões de euros com que o bloco já contribui para o país árabe, em esquemas para criação de vagas de trabalho, redução do desemprego entre jovens e programas de treinamento, entre outros.

Anteriormente, Mursi comprometera-se a "mover-se adiante, da corrupção, da ditadura, em direção a uma nova fase de liberdade para todos, de democracia para todos, do império da lei, de garantia dos direitos de todos os egípcios".

Durão Barroso anunciou, ainda, que os europeus estão prontos para iniciar negociações com o Cairo sobre um "profundo" acordo de livre comércio. Atualmente, a UE já é a mais importante parceira comercial do Egito.

O país é central para a estratégia de Bruxelas de atrair para si as democracias implementadas do Oriente Médio, no interesse da segurança europeia. Por outro lado, a visita de Mursi a Bruxelas é vista como um esforço para valorizar suas credenciais democráticas.

Em 14 e 15 de novembro, uma força-tarefa da UE e do Egito se reunirá para estudar o potencial comercial e restaurar a confiança dos investidores no país.

Protestos diante da embaixada norte-americana no Cairo

Protestos diante da embaixada norte-americana no Cairo

Igualdades e repúdio à violência

O muçulmano Mohammed Mursi é o primeiro chefe de Estado egípcio designado através de eleições livres, em junho passado. Durante sua visita à Europa após a posse, ele também se referiu aos protestos desencadeados no mundo muçulmano contra o filme estadunidense Innocence of Muslims, que ridiculariza o profeta Maomé.

Embora condenando a violência, inclusive o assalto à embaixada norte-americana no Cairo, o presidente também criticou os "ataques" contra o Islã. "Nós, egípcios, rechaçamos todo tipo de assalto ou insulto contra nosso Profeta. Mas é nosso dever proteger nossos hóspedes e visitantes do estrangeiro."

Mursi acrescentou que conversara com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e que condenava "nos termos mais explícitos" os atos violentos na cidade de Benghazi, Líbia, que custaram a vida do embaixador norte-americano no país, Christopher Stevens, além das de outros três diplomatas.

Ele reiterou, ainda, seu comprometimento com o respeito à igualdade de todos os egípcios, sem distinção entre muçulmanos e coptas, assim como com a igualdade de direitos para as mulheres.

Após o encontro com Barroso, Mursi reuniu-se com a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, assim como com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Em seguida, o líder egípcio viajou para Roma.

AV/afp/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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