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Mundo

Em visita à Ucrânia, Merkel promete ajuda milionária

Em Kiev, chanceler federal alemã apela pelo fim do conflito no leste ucraniano e defende integridade territorial do país. Presidente Poroshenko fala em "Plano Marshall para a Ucrânia".

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Angela Merkel e Petro Poroshenko em Kiev

Durante breve visita a Kiev neste sábado (23/08), a chanceler federal alemã, Angela Merkel, anunciou que a Alemanha disponibilizará 500 milhões de euros em garantias de crédito para a Ucrânia. O anúncio foi feito após encontro com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Segundo Merkel, essa garantia visa possibilitar investimentos privados na infraestrutura do país, fortemente abalado desde abril devido a conflitos armados. A meta é financiar projetos de abastecimento de água e eletricidade, além da construção de escolas.

A chefe de governo acrescentou que a Alemanha pretende conceder 25 milhões de euros para a construção de abrigos para refugiados. Além disso, o país financiará o tratamento de 20 soldados ucranianos feridos em combate. As Nações Unidas calculam que 2.100 pessoas morreram e mais de 400 mil tiveram que deixar suas casas devido a combates entre forças do governo e separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Poroshenko afirmou estar "muito grato por esse passo" do governo alemão, que seria o início de um "Plano Marshall para a Ucrânia".

"Momento difícil"

Esta foi a segunda visita da chanceler federal alemã à ex-república soviética em quase nove anos de mandato. Em suas próprias palavras, ela chega "num momento difícil, em que a integridade territorial da Ucrânia está em jogo".

A líder democrata-cristã reivindicou um "cessar-fogo bilateral" para dar fim ao conflito russo-ucraniano. "A integridade territorial e o bem estar da Ucrânia são uma meta primordial da política alemã", afirmou.

Em entrevista antes de sua ida para Kiev, Merkel comentara ao jornal Freie Presse que o conflito na Ucrânia Oriental precisa ser solucionado pacificamente. "Não vai haver uma solução puramente militar." Segundo o porta-voz da Chancelaria Federal, a visita é um "sinal de apoio em tempos difíceis".

Ukraine Luhansk Stadtansicht

Lugansk é um dos principais redutos rebeldes no leste da Ucrânia

Mais mortos no leste

Os caminhões do controvertido comboio russo de ajuda humanitária para o leste da Ucrânia retornaram à Rússia, informou neste sábado o ministério do Exterior em Moscou. Tanto o chefe da equipe de observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Paul Picard, quanto guardas de fronteira russos confirmam que caminhões pintados de branco passaram para o lado russo.

O comboio, que entrara na Ucrânia sem permissão de Kiev, foi descarregado na noite anterior no reduto separatista de Lugansk, foco de confrontações entre forças governamentais e separatistas. O governo ucraniano temia que os caminhões pudessem estar clandestinamente levando armas para os rebeldes pró-russos, chegando a falar em "invasão indireta".

O cônsul honorário lituano Mykola Zelenec foi assassinado em Lugansk. Segundo divulgou na sexta-feira o Ministério do Exterior em Vilnius, o diplomata foi "sequestrado por terroristas e brutalmente morto". O órgão condenou o crime, dizendo "esperar que ele seja investigado e que os responsáveis sejam encontrados e punidos".

Na autoproclamada "República Popular de Donetsk", no leste ucraniano, continuam os choques entre o exército nacional e os separatistas. A agência de notícias AFP registrou fogo de artilharia e diversas explosões fortes na manhã de sábado, causando a morte de pelo menos dois civis.

AV/afp/rtr/dpa

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