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Mundo

Em visita à Jordânia, papa prega liberdade religiosa no Oriente Médio

Na primeira escala da visita de três dias à Terra Santa, Francisco visita refugiados e apela para solução pacífica de conflito na Síria. E defende mais tolerância: "Liberdade religiosa é direito fundamental", afirma.

Em visita a Amã, na Jordânia, o papa Francisco fez um apelo neste sábado (24/05) para que seja encontrada "com urgência" uma "solução pacífica" para a crise síria, assim como uma "solução justa" para o conflito entre israelenses e palestinos, fundamental para uma "paz duradoura" na região.

O papa pediu, ainda, que os direitos da minoria cristã no Oriente Médio sejam respeitados, e agradeceu ao rei Abdullah 2º da Jordânia por estimular o "ambiente de coexistência pacífica" entre cristãos e muçulmanos na região.

"A liberdade religiosa é um direito fundamental e não posso deixar de expressar minha esperança de que ela seja assegurada em todo o Médio Oriente e em todo o mundo. Isto inclui a liberdade individual e coletiva de seguir a sua própria consciência em matéria religiosa: ou seja, a liberdade de culto, de escolher a religião que cada um acredita ser verdadeira e de expressar publicamente a própria fé", afirmou Francisco ao lado de Abdullah 2º e de outras autoridades do país. Mais tarde, o líder da Igreja Católica celebrou uma missa, diante de 25 mil fiéis no estádio de Amã.

O pontífice também esteve com refugiados e crianças deficientes numa igreja localizada próximo ao trecho do Rio Jordão onde se acredita que Jesus tenha sido batizado. Ele pediu à comunidade internacional que não deixe a Jordânia sozinha "nesta tarefa de prestar socorro humanitário" para as pessoas que estão fugindo da guerra na Síria.

Papst Franziskus besucht Jordanien

Francisco (e) e o rei da Jordânia, Abdullah 2º

Nesse país, apenas 5% da população é católica, mas desde o início dos confrontos entre tropas leais a Damasco e insurgentes, há três anos, as minorias religiosas vêm sendo ameaçadas e atacadas por extremistas, tendo que buscar refúgio nos países vizinhos.

Em abril, a Jordânia abriu um terceiro campo de refugiados para sírios em fuga da guerra civil em seu país. A Jordânia atualmente abriga 600 mil refugiados registrados – cerca de 10% de sua população. As autoridades calculam, porém, que, incluindo-se os não registrados, esse número deve saltar para 1,3 milhão.

Giro pela Terra Santa

A Jordânia é a primeira escala da

viagem de três dias

do papa à Terra Santa. De lá ele segue para Belém, na Cisjordânia, e depois para Jerusalém, em Israel, onde terá um encontro histórico com o líder da Igreja Ortodoxa. Francisco vai igualmente se reunir com o grande mufti – acadêmico capacitado a interpretar a lei islâmica – Mohamad Hussein.

Neste sábado, o Vaticano anunciou que seu site da internet incluirá o árabe entre os vários idiomas disponíveis. Segundo o gabinete de imprensa, este é um "presente do Santo Padre" aos fiéis de língua árabe.

MSB/lusa/ap/dpa

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