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Mundo

Em viagem ao Afeganistão, Merkel acusa lentidão nas reformas do país

Em visita surpresa, chanceler federal prestou homenagem a soldado alemão morto no começo do mês em ataque rebelde e afirmou que permanecerá atenta para que "processo político avance" na região.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, faz nesta sexta-feira (10/05) uma visita surpresa às tropas alemãs no Afeganistão, menos de duas semanas depois que um ataque rebelde matou um soldado das forças especiais alemãs e feriu um outro.

Merkel aterrissou na manhã desta sexta-feira na cidade de Mazar-i-Sharif, no norte do país asiático, onde o Exército alemão tem sua maior base no país, prosseguindo, depois, de helicóptero, para Kunduz. Ela viaja em companhia do ministro alemão da Defesa, Thomas de Maizière.

No dia 4 de maio, foguetes disparados por insurgentes mataram um soldado alemão e feriram um segundo na província de Baghlan, também no norte do país. Foi a primeira morte de um integrante das forças especiais alemãs no Afeganistão. As unidades de elite do Exército alemão foram atacadas quando acompanhavam uma operação liderada por militares afegãos. Desde 2002, 35 soldados alemães foram mortos no Afeganistão.

Camp Marmal in Masar-i-Sharif

Mazar-i-Sharif abriga a maior base militar da Alemanha no Afeganistão

Avanço no processo político

"Novamente, tomo consciência que vocês (soldados) realizam seus serviços não somente para cumprir um dever, mas também sob um enorme risco", afirmou a chefe de governo alemã em cerimônia em memória do soldado morto. Antes do fim das operações de combate da Otan em 2014, Merkel pediu mais reformas no Afeganistão.

 "Vamos continuar atentos, para que aqui o processo político avance", disse a chanceler federal em Kunduz, citando como tarefas ainda pendentes o preparo da eleição presidencial de abril de 2014 e a reorganização da economia. "Tudo isso é feito, em parte, de forma morosa e um pouco mais lenta do que gostaríamos", reclamou, acrescentando ser, também, importante que a missão militar tenha sucesso.

Esta é a quinta visita de Merkel ao Afeganistão desde 2007. Pela primeira vez, ela voou diretamente com um Airbus do governo de Berlim a Mazar-i-Sharif. Nas viagens anteriores, a rota fazia, por razões de segurança, uma conexão no Uzbequistão, de onde a viagem continuava numa aeronave militar com sistema de defesa aérea.

Terceiro maior contingente

Com mais de quatro mil soldados estacionados no norte do Afeganistão, a Alemanha tem o terceiro maior contingente de tropas internacionais no país. Berlim se comprometeu a deixar 800 soldados na região após o encerramento da missão de combate da Otan, no final de 2014.

Os EUA devem manter cerca de 10 mil homens no Afeganistão como uma força residual após 2014, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão sobre o assunto.

As tropas da Alemanha devem ficar até 2017 para prestar assessoria, treinamento e apoio às forças de segurança afegãs, estacionadas, possivelmente, na capital, Cabul, e em Mazar-i-Sharif.

MD/ap/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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