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Copa do Mundo

Em SP, torcedores da Alemanha sofrem no início e vibram no final

Cerca de 1.500 pessoas reúnem-se no Instituto Goethe, a maioria alemães e brasileiros torcendo pela seleção campeã. Mas, para alguns, derrota argentina é motivo de tristeza.

No Instituto Goethe de São Paulo, cerca de 1.500 pessoas reuniram-se para assistir à final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, neste domingo (13/07). Para evitar a superlotação, as portas tiveram que ser fechadas antes do início da partida. Os torcedores da Alemanha, incluindo alemães e brasileiros, eram imensa maioria. Com camisas, perucas e os rostos pintados de preto, vermelho e amarelo, o público mostrava confiança na vitória alemã.

"Vamos ganhar sim", disse Gisela Bremberger, de 92 anos, que trocou a Alemanha pelo Brasil antes da Segunda Guerra Mundial. Durante a execução do hino do país, ela cantou orgulhosa, marcando cada palavra, como se quisesse provar que não havia esquecido suas origens.

Apesar da animação, os alemães viveram momentos de muito nervosismo. "Não estou aguentando mais", admitiu Anja Mollien, de 33 anos. Natural de Hannover, ela mora no Brasil há pouco mais de um ano e assistiu ao jogo com o marido e os três filhos.

As mais de duas horas de tensão eram aliviadas apenas pelo coro de "Deutschland, Deutschland". Cada defesa alemã era aplaudida como um gol e despertava gritos de apoio ao goleiro Manuel Neuer. Enquanto isso, os brasileiros vaiavam os jogadores argentinos e cantavam com os alemães.

Com o gol e a vitória da Alemanha, houve muitos abraços fortes, de brasileiros e alemães que tinham acabado de se conhecer. Juntos, cantaram "Tetracampeão" e brindaram no idioma da campeã: "Prost!".

Por todo lado se escutavam brasileiros elogiando o desempenho da seleção alemã. "Mereceram", disseram uns. "Foram sempre humildes", afirmaram outros.

Mollien e seus filhos comeram uma réplica do troféu da Copa, feita de chocolate. "A taça é nossa!", festejaram. "Ainda não consigo acreditar. Adoro o Brasil!", confessou a alemã com lágrimas nos olhos.

Para os poucos torcedores da Argentina presentes no local, o momento foi de tristeza. O brasileiro Thiago Miranda, de 20 anos, chorou quando a Alemanha marcou o gol da vitória. "Os argentinos têm muita garra, são mais empolgados até que os brasileiros com o futebol. Por isso queria que eles ganhassem."

A brasileira Camila Masri, de 25 anos, também estava torcendo pelos hermanos. "Simpatizo com o povo, são sul-americanos como nós.” A atriz, que tinha o rosto pintado de azul e branco, disse que escolheu assistir ao jogo no Instituto Goethe pelo ambiente familiar. "Aqui há fair play, gosto de ver todo mundo junto, sem confusão."

Após o fim do jogo, o público permaneceu para ver pela televisão a premiação e a comemoração dos jogadores alemães no Macaranã. Após a partida, o DJ Caps Lock, vestido de noiva, comandou a festa com música eletrônica, transformando o pátio do Instituto Goethe numa grande pista de dança.

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