Em Paris, Tzipi Livni diz não haver crise humanitária em Gaza | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.01.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Em Paris, Tzipi Livni diz não haver crise humanitária em Gaza

Ministra israelense Tzipi Livni se reúne com o presidente Nicolas Sarkozy e volta a rejeitar pedido de cessar-fogo feito pela União Europeia. Presidência tcheca da UE confirma missão de paz no Oriente Médio.

default

Tzipi Livni em Paris: ataques israelenses afetaram infraestrutura do Hamas

A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, disse nesta quinta-feira (01/01), em Paris, que não há necessidade de uma trégua por motivos humanitários na Faixa de Gaza por não haver crise humanitária na região.

"Nessa operação, Israel diferencia a guerra contra o terrorismo, contra os membros do Hamas, da população civil. Ao agir dessa forma, mantemos a situação humanitária na Faixa de Gaza absolutamente como ela tem de ser", completou Livni, que se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para debater o recente conflito na Faixa de Gaza.

Livni também repetiu a rejeição, por parte de Israel, do pedido de cessar-fogo feito pela União Europeia e disse que a decisão sobre o fim dos ataques será tomada quando chegar o momento. Ela afirmou que Israel está provocando mudanças na Faixa de Gaza ao atacar o Hamas e apoiar palestinos moderados.

"Afetamos a maior parte da infraestrutura do terrorismo na Faixa de Gaza e a questão de quando é suficiente dependerá de uma avaliação diária", afirmou.

Pressão por cessar-fogo

Treffen Nicolas Sarkozy mit Tzipi Livni

Sarkozy e Livni em Paris

A pressão internacional para que Israel cesse os ataques contra a Faixa de Gaza é cada vez maior. Também o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, apelou a Livni para que responda de forma "construtiva" aos esforços da Liga Árabe em favor de um cessar-fogo.

Durante uma conversa telefônica com a ministra, Steinmeier expressou sua preocupação com a continuidade dos ataques, afirmou o Ministério alemão das Relações Exteriores. Steinmeier teria dito a Livni que o endurecimento da ação militar prejudica os esforços de paz feitos por países árabes.

Já o primeiro-ministro da República Tcheca, Mirek Topolanek, confirmou que seu país, que assumiu a presidência rotativa da União Européia (UE), organizará uma missão de paz no Oriente Médio.

Ele acrescentou que a missão será formada pelo alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE, Javier Solana, pela comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, pelo ministro tcheco das Relações Exteriores, Karel Schwarzenberg, e pelos chefes das diplomacias francesa e sueca.

Sarkozy vai ao Oriente Médio

Já Sarkozy prevê viajar na próxima segunda-feira ao Oriente Médio. No Cairo, ele quer falar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, com quem preside a União para o Mediterrâneo. A ideia francesa é que Mubarak atue como mediador entre Israel e palestinos.

Depois, Sarkozy se reunirá com o presidente palestino, Mahmud Abbas, e o com o primeiro-ministro isralense, Ehud Olmert. Estão previstas ainda reuniões com líderes em Damasco, na Síria, e em Beirute, no Líbano.

Segundo o jornal Le Monde , Sarkozy tentará negociar sobre as bases do cessar-fogo pedido pela União Europeia e proporá a presença de observadores da Liga Árabe ou do Egito em Gaza.

Leia mais