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Música

Em novo álbum, Cro mantém mistura de rap e pop e não abandona máscara

No verão de 2012, o rapper dominou as paradas alemãs com sucessos como "Einmal um die Welt". Agora, mascarado lança o disco "Melodie", composto e gravado por ele.

Ver o rapper alemão Cro sem máscara é algo para poucos. No saguão de um hotel em Hamburgo, ele responde perguntas sobre seu segundo e recém-lançado álbum, Melodie. Seu rosto simpático provavelmente passaria despercebido nas ruas, apesar de Cro ter se tornado o rapper mais bem sucedido do país nos últimos anos.

Seu álbum de estreia foi lançado pela gravadora independente Chimperator em 2012 e intitulado Raop – uma fusão de rap e pop. O disco ficou por cinco semanas no topo das paradas alemãs e rendeu a Cro dois discos de platina, além de um Echo, o mais importante prêmio da industria fonográfica alemã.

O homem por trás dos olhos de panda se chama Carlo Waibel e nasceu em 1990 em Aalen, no sul da Alemanha. Ele começou a gravar suas próprias músicas aos dez anos. Em 2011, começou a usar sua famosa máscara de panda, chamou a si mesmo de Cro e lançou suas primeiras mix tapes. Com o clipe da canção Easy, visualizado quase 40 milhões de vezes no YouTube, Cro caiu nas graças do grande público.

"Sempre me perguntam por que sou tão bem sucedido", diz o músico. "Não fiquei tentando fazer alguma coisa, simplesmente fiz. Assim como um padeiro não fica refletindo sobre preparar o pão, apenas o prepara. O que acontece depois depende do público."

28.03.2014 DW popXport Chimperator Cro

Para rapper, máscara o deixa mais tranquilo ao subir no palco

Produzindo no porão

Foi com essa mentalidade que Cro começou a gravar seu segundo álbum, lançado neste mês. "Me senti pressionado com relação ao sucesso por exatamente um dia", diz o rapper. "Tive uma breve explosão de ansiedade, porque eu sabia que todo mundo julgaria esse álbum. Mas quando comecei a escrever as primeiras músicas, eu relaxei, porque percebi que ainda era capaz disso."

Como em seu disco de estreia, Cro gravou Melodie no porão da casa da mãe, onde montou um pequeno estúdio. Com exceção de algumas batidas feitas pelo produtor de hip hop Shuko, Cro compôs e gravou todo o álbum sozinho, do começo ao fim.

Cro continua fiel à sua receita para o sucesso no seu segundo disco. Mais uma vez, ele mistura rap e pop de maneira contagiante. Há músicas pop mais alegres, como Jetzt e o primeiro single, Traum, que inclui instrumentos de sopro, mas também canções mais rap, como Intro - I Can Feel It e Cop Love.

"As melhores músicas são as que me ocorrem de forma espontânea", diz Cro. Para escrever Traum, por exemplo, ele precisou de menos de três horas. "Depois disso, minha cabeça fica geralmente completamente vazia. Então, preciso de um pouco de distância e não consigo escrever nada por duas ou três semanas. O que é ruim. Nesses momentos, eu sempre penso em desistir, mudar para o campo e comprar um rebanho de ovelhas. Mas daí outra boa ideia aparece."

Melodie é cheio de boas ideias – não apenas musicalmente, mas também nas letras de Cro, que são inteligentes, ousadas e cheias de jogos de palavras. Hey Girl é uma canção de amor cheia de comparações criativas. Intro - I Can Feel It fala de ganhar respeito entre aqueles que não veem Cro como um verdadeiro artista de hip hop. Em Never Cro Up, ele fala sobre não querer crescer usando rimas bobas e infantis.

18.12.2013 DW popXport Cro

Cro não pretende educar com suas músicas, mas entreter

Sem moralismo

A maioria das músicas de Cro falam sobre como a vida é boa, o que leva críticos a afirmar que suas letras não são muito desafiadoras. O rapper não tem problemas com isso e diz que seu intuito é entreter.

"Eu não quero moralizar e dizer às pessoas o que elas devem fazer", considera. "Tenho minhas próprias opiniões e me comprometo com elas, mas não vou ficar aborrecendo as pessoas com isso. Não me sinto responsável por educar meu público. Esse é o trabalho de seus pais. Me vejo mais como um companheiro."

E a máscara? Cro vai continuar a usá-la. "É um pouco como usar uma fantasia de uma mascote gigantesca. Posso fazer o que quiser quando estou mascarado. Posso até ficar pelado, que não faz diferença, já que ninguém me reconhece. É como um escudo de proteção. Sem a máscara, eu não poderia ficar tão tranquilo como fico no palco. Nem todo mundo é simpático comigo quando estou sem a máscara, mas assim que percebem quem sou, ficam empolgados."

Até agora, Cro já usou mais de 60 máscaras e se recusa a revelar o nome de seu fornecedor. "Se eu disser, elas vão estar constantemente esgotadas."

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