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Mundo

Em meio à tensão, polícia israelense mata palestino

Novos incidentes envolvendo israelenses e palestinos elevam número de mortos e feridos. UE pede retomada das negociações de paz e alerta contra "respostas desproporcionais".

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Garoto palestino ao lado dos destroços de uma casa em Gaza. Ataque aéreo israelense matou mulher grávida e filha de 2 anos

A polícia israelense matou um palestino numa das entradas da Cidade Antiga de Jerusalém nesta segunda-feira (12/10), afirmando que ele tentou esfaquear um policial. Segundo a polícia israelense, a polícia paramilitar de fronteira ordenou a um palestino que parasse para identificação no portão Lions da Cidade Antiga. Um policial teria dito ao palestino que tirasse as mãos do bolso.

"O terrorista atacou o policial com uma faca e o esfaqueou, atingindo a vestimenta de proteção", afirmou um porta-voz da polícia israelense. "O policial não ficou ferido, e outros agentes reagiram rapidamente, disparando e matando-o."

Uma testemunha ouvida pela agência de notícias Reuters disse que o jovem palestino estava caminhando quando foi alvejado quatro vezes. Ele não teria uma faca consigo. "Talvez ele não os tenha ouvido, e eles atiraram quatro vezes nele e ele caiu."

Pouco depois, um policial atirou numa mulher palestina perto da sede da polícia em Jerusalém. Segundo a polícia, o agente tentou parar a mulher, que estaria se comportando de forma suspeita. Ela então tentou esfaquear o policial, que se defendeu atirando nela. A mulher foi levada para um hospital, e o agente não teve ferimentos graves.

Mais cedo, um jovem palestino de 13 anos morreu em consequência dos ferimentos causados por uma bala de borracha na cabeça. O ferimento causou hemorragia no cérebro, segundo o Ministério da Saúde palestino. O adolescente foi atingido por forças israelenses durante distúrbios perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Luxemburg Treffen der EU-Außenminister

Mogherini enfatiza que fim da violência só é possível com uma retomada rápida de um "processo político credível"

Além disso, na noite anterior, quatro judeus foram atacados por um árabe israelense perto de um kibutz no norte do país. O árabe avançou de carro sobre o grupo, atingindo dois soldados israelenses, e depois esfaqueou dois civis.

Também na noite de sábado para domingo, uma mulher palestina grávida, de 30 anos, e sua filha de 2 anos morreram num ataque aéreo israelense em Gaza.

Na sexta-feira, num ato de vingança, um jovem israelense de 17 anos feriu com uma faca dois palestinos e dois árabes na cidade de Dimona, no sul de Israel.

UE pede volta das negociações de paz

A nova onda de violência começou em 1º de outubro, quando uma suposta célula do Hamas matou um casal de colonos judeus em frente de seus filhos na Cisjordânia ocupada, e já custou a vida de quatro israelenses e de 24 palestinos, incluindo oito crianças.

Diante da escalada de violência, a chefe de política externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini, apelou a ambas as partes para que voltem à mesa de negociações e alertou contra uma "resposta desproporcional".

Mogherini postou em sua conta oficial no Twitter que falou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, sobre o conflito.

Em ambas as ligações, ela enfatizou que o fim da violência e dos distúrbios é possível somente com uma retomada rápida de um "processo político credível". Segundo ela, a solução de dois Estados é a única maneira de trazer permanentemente a paz e a segurança que israelenses e palestinos merecem.

PV/afp/dpa/ap/rtr

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