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Cultura

Em luto, Houellebecq suspende divulgação de novo livro

Lançado no mesmo dia do ataque ao semanário "Charlie Hebdo", romance "Soumission" é alvo de críticas por supostamente instigar à islamofobia. Escritor deixa Paris.

O autor francês Michel Houellebecq suspendeu a divulgação de seu novo romance, Soumission (Submissão), que se passa numa França governada por um fictício líder de um partido muçulmano, disse o agente do escritor nesta sexta-feira (09/01).

O livro foi lançado nesta quarta-feira, o mesmo dia em que o semanário parisiense Charlie Hebdo sofreu um ataque realizado por dois homens armados, que mataram 12 pessoas. O jornalista Bernard Maris, amigo de Houellebecq, está entre as vítimas, e o autor está "profundamente afetado pela morte", disse seu agente, François Samuelson.

Houellebecq decidiu deixar Paris "para ficar longe de tudo isso", divulgou a editora de seus livros, Flammarion. O escritor continua na França e não se sabe quanto tempo ficará fora da capital. Samuelson afirmou que o autor não está sob proteção da polícia. Uma entrevista com Houellebec, na qual ele fala sobre o massacre e o livro, deverá ser exibida nesta sexta-feira na França, pela emissora Canal+.

A capa da edição do Charlie Hebdo publicada no dia do massacre no jornal mostra uma caricatura de Houellebecq e inclui várias páginas dedicadas ao romance Soumission. O livro, que se passa na França no ano de 2022, é

alvo de controvérsia

. Críticos acusam Houellebecq de instigar a islamofobia e promover a causa do partido de extrema-direita Frente Nacional.

Há muito tempo Houellebecq – o autor francês vivo mais vendido no estrangeiro – gera polêmica. Em 2001, ele causou furor ao afirmar numa entrevista que "a religão mais estúpida é o islã".

LPF/afp/dpa

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