Em lágrimas, Stoltenberg diz que país não consegue entender tragédia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 24.07.2011
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Mundo

Em lágrimas, Stoltenberg diz que país não consegue entender tragédia

Primeiro-ministro da Noruega falou em serviço religioso que homenageou as vítimas dos atentados. Suspeito confessou ser responsável por ataques que mataram pelo menos 92 pessoas.

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Homenagem às vítimas dos atentados na Noruega

Nesta manhã de domingo (24/07), um serviço religioso na catedral de Oslo homenageou as 92 vítimas dos ataques da sexta-feira. O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, dirigiu-se à nação e lembrou algumas vítimas por nome, lamentou a tragédia e, em lágrimas, disse que "o país não consegue entender essa catástrofe".

Stoltenberg se disse orgulhoso de viver num país que se uniu diante dessa tragédia, prometeu que a Noruega não vai desistir dos seus valores e adicionou: "Se um homem pode demonstrar tanta crueldade, imagine quanto amor nós todos juntos podemos demonstrar".

Também estavam presentes no serviço religioso o rei da Noruega, Harald V, a rainha Sonia, além de políticos do alto escalão. Do lado de fora, uma multidão acompanhou a cerimônia, transmitida ao vivo por diversos canais internacionais de notícias.

Mais cedo, o primeiro-ministro havia falado com a imprensa sobre o caso. "Em comparação com outros países, eu não diria que nós temos um grande problema com os extremistas da extrema-direita na Noruega. Mas tivemos alguns grupos, nós os seguimos antes, e nossa polícia está consciente que existem alguns grupos do tipo", respondeu Stoltenberg, procurando não especular sobre as motivações dos atentados.

Preso confessou

Depois de confessar ter disparado contra os jovens que participavam do acampamento do Partido Trabalhista, na ilha de Utøya, na última sexta-feira (22/07), o principal suspeito dos ataques, Anders B., admitiu também ser responsável pela explosão da bomba em Oslo, detonada cerca de duas horas antes do início do massacre na ilha.

"Ele admitiu tanto o ataque a bomba quanto o tiroteio, embora ele não admita culpa criminal", disse neste domingo Sveinung Sponheim, investigador da polícia norueguesa.

O advogado do homem preso no dia dos atentados afirmou que o suposto autor dos ataques queria "mudar a sociedade" por meio dos seus atos. Em entrevista ao canal norueguês NRK, Geir Lippestad, advogado do acusado, contou que Anders B. intencionava "atacar a sociedade, seus fundamentos, e a maneira como a sociedade é governada."

Durante o tiroteio na pequena ilha, pelo menos 85 pessoas morreram, e outras sete haviam sido mortas horas antes, pela detonação da bomba na capital. O advogado do acusado não quis comentar os motivos que supostamente teriam levado seu cliente a cometer os crimes, e informou que mais detalhes serão revelados na audiência agendada para esta segunda-feira.

Homem disse que agiu só

Também neste domingo, a polícia confirmou que Anders B. disse que teria agido sozinho. As autoridades ainda trabalham com a possibilidade de "uma ou várias" pessoas terem participado do atentado na ilha. Algumas testemunhas contaram ter visto um segundo atirador naquela ocasião.

"Durante o interrogatório, ele disse que agiu sozinho. Nós vamos tentar verificar isso ao longo da nossa investigação", disse Sveinung Sponheim, investigador de polícia. Segundo o policial, os ataques deixaram pelo menos 97 pessoas feridas.

No entanto, ainda continua a busca por desaparecidos. "Ainda há pessoas que não foram encontradas no quarteirão administrativo", disse Sponheim, referindo-se ao local onde a bomba explodiu em Oslo.

Autora: Nádia Pontes
Revisão: Marcio Damasceno

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