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Economia

Em Davos, Dilma tenta reverter desconfiança e atrair investidores

Com grande comitiva, presidente brasileira deve usar Fórum Econômico Mundial como plataforma para contornar incerteza externa sobre emergentes e vender país como interessante para investimento estrangeiro.

A presença de Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial, em Davos, é vista como simbólica por economistas. A presidente desembarcou nesta quinta-feira (23/01) na Suíça num momento de desconfiança internacional sobre o futuro dos países emergentes.

Viajando acompanhada de uma grande comitiva – que inclui, entre outros, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e o chefe do Banco Central, Alexandre Tombini – a presidente deve fazer seu discurso às 14h (horário local) desta sexta-feira.

A expectativa é que Dilma dê declarações contundentes sobre os rumos da política econômica para mostrar que o governo brasileiro dá importância ao investimento externo.

“Ela vai destacar evidentemente as conquistas dos últimos anos, com foco nas mudanças promovidas pelos programas de reforma social. E vai ser firme ao falar de inflação e política fiscal, que certamente serão pontos fortes de questionamento dos investidores”, diz Monica Baumgarten de Bolle, professora de macroeconomia da PUC-Rio e diretora do Instituto de Estudos em Política Econômica Casa das Garças.

Para o ex-economista sênior do Banco Mundial Cláudio Frischtak, a decisão de Dilma de participar do fórum foi estratégica para tentar uma reaproximação com o setor privado.

“Ele ainda está muito distante do governo, e o Brasil tem um histórico de receber bem o investimento externo. O mercado doméstico é atraente, e a base de recursos naturais, muito diferenciada. O estoque de capital acumulado nas últimas décadas também gera uma dinâmica positiva”, avalia.

"Crise de meia-idade"

Durante um debate em Davos nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu a desaceleração nos países emergentes à crise nas nações desenvolvidas. Ele rebateu a afirmação do presidente do fórum, Klaus Schwab, de que os países do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão em uma “crise de meia-idade”.

Para Monica de Bolle, o Brasil ainda é um país onde os investimentos externos são relativamente seguros. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira, mostra, segundo ela, um compromisso de levar a inflação para a meta central de 4,5%, apesar de as atuais projeções estarem acima desse patamar.

“É uma linha de resgate de credibilidade. A ata do Copom deixa claro que nesse cenário incerto o Banco Central vai fazer o que for possível para melhorar a política fiscal. Nesse sentido, deveria haver uma atenuação do pessimismo externo em relação ao Brasil”, explica.

Monica de Bolle, no entanto, diz que as reformas estruturais previstas para a economia não foram feitas e, com isso, o país perdeu em competitividade, produtividade e dinamismo. As consequências se refletem no Produto Interno Bruto (PIB). “Pensar em crescimento maior do que 2% ou 3% para este ano é sonho”, analisa.

Entre janeiro e junho de 2013, o Brasil recebeu 30 bilhões de dólares de investimento direto, de acordo com o cálculo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O país ficou na oitava posição no ranking dos maiores receptores do mundo.

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