1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Em conversa na Otan Turquia descarta operação militar solo na Síria

Em reunião com secretário-geral da Otan, ministro turco do Exterior diz que uma investida isolada do país seria irrealista. E renova apelo para que a estratégia contra o EI envolva a derrubada do regime sírio.

default

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg (esq.), e ministro turco do Exterior, Mevlut Cavusoglu

Apesar da iminente queda da cidade de Kobane, perto da fronteira síria-turca, a Turquia descartou nesta quinta-feira (09/10) uma ofensiva terrestre própria contra os militantes do "Estado Islâmico" (EI) na região. Em reunião com o novo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, reiterou que é irrealista esperar uma investida solo do país, mas que, em caso de uma decisão conjunta, a Turquia não hesitaria em desempenhar o seu papel.

Cavusoglu também descartou as acusações de que a Turquia não estaria se engajado o suficiente para combater os jihadistas do EI, que já tomaram mais de 300 aldeias habitadas principalmente por curdos na região da fronteira entre a Síria e a Turquia. "Nós nunca fomos cautelosos", garantiu Cavusoglu.

O ministro renovou o apelo turco para uma zona de proteção para refugiados e uma zona aérea fechada para voos no norte da Síria, monitorada internacionalmente, para impedir ataques aéreos das Forças Armadas sírias. Além disso, a queda do ditador sírio Bashar al-Assad deve fazer parte da estratégia contra o EI. Enquanto o regime de Assad estiver no poder, o derramamento de sangue vai continuar na Síria.

Stoltenberg não pôde dar muitas esperanças à Turquia na questão do fechamento do espaço aéreo. Atualmente o tema não está em discussão na Otan. Além disso, a zona de proteção para os refugiados, como o presidente turco Recep Tayyip Erdogan havia pedido, também não está na pauta da organização.

Por outro lado, o secretário-geral garantiu que a aliança está preparada "para apoiar todos os aliados na manutenção de sua segurança". Ele também se referiu aos mísseis Patriot da Bundeswehr, que estão disponíveis na Turquia para a proteção contra ataques sírios.

Na há dias sitiada Kobane, a situação segue confusa. De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os combatentes do EI controlam o leste da cidade, assim como áreas menores no nordeste e sudeste. E, apesar dos ataques aéreos da coalizão internacional, eles ocuparam a sede da polícia curda no local.

PV/dpa/rtr

Leia mais