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Copa do Mundo

Em Colônia, brasileiros, croatas e alemães festejam juntos início da Copa

Telão às margens do rio Reno reúne torcida multicultural para acompanhar a vitória brasileira sobre a Croácia. Apesar da derrota, até os croatas entraram no samba.

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Rivalidade em campo não abalou clima entre brasileiros e croatas que assistiam ao jogo

Uma faixa de grama às margens do rio Reno, em Colônia, foi tomada por uma massa verde e amarela na noite desta quinta-feira (12/06). Entre alemães, brasileiros e alguns poucos croatas, centenas de pessoas reuniram-se na cidade alemã para assistir ao primeiro jogo da Copa do Mundo no Brasil.

Diante do telão, instalado próximo a uma ponte na região sul da cidade, o hino brasileiro foi cantado com entusiasmo. E a torcida não era formada apenas por aqueles que tinham as estrofes na memória. O português, aliás, era a língua que menos se ouvia entre a multidão. Não faltavam, no entanto, motivos para apoiar o time do técnico Luiz Felipe Scolari. "O brasileiro tem o futebol no sangue", justificou a espanhola Teresa Marquez, de 20 anos, que participa de um intercâmbio universitário na Alemanha.

Werner Wilkens beim ersten WM-Spiel in Köln

"Meu coração é brasileiro”, diz o alemão Werner Wilkens

Para o alemão Joachim Meier, de 43 anos, a vitória brasileira significaria a alegria da família. "Minha esposa e meus filhos são brasileiros, torço para que a Seleção vença e eles fiquem felizes", disse. Vestido com uma camisa bastante democrática – metade da seleção alemã e a outra metade da brasileira –, ele logo complementou: "Mas só quando a Alemanha não está em campo, né?".

E também estavam lá os brasileiros de coração – que, em tempos de Mundial, até se esquecem da própria nacionalidade. "Num dia como esse, quando o Brasil joga, não vejo muita vantagem em ser alemão. Aliás, quando a Alemanha jogar, acho que vou é ficar em casa. Meu coração é brasileiro", confessou Werner Wilkens, de 62 anos, cuidando para falar baixinho no próprio país. Neste Mundial, ele venderá doces e salgados durante os jogos exibidos às margens do Reno. O dinheiro será revertido em projetos sociais com crianças, realizados em favelas brasileiras pela instituição filantrópica Kinderland Brasilien.

O juiz apitou o início da partida, e a bola começou a rolar no gramado do Itaquerão. "Vai dar 3 a 1 pro Brasil", apostou, com os olhos grudados na tela, a gaúcha Joseane Holler, de 26 anos. Ela só não contava com um primeiro gol da Croácia – e feito por um brasileiro.

"Acho que hoje vocês vão ter que tirar muita foto nossa!", provocou a croata Ivana Vidas, de 26 anos, enquanto festejava o gol ganhado de presente. Mas não demorou muito para o Brasil marcar outros gols – desta vez, a seu favor. "Olha só, a gente tem que fazer gol para eles e para nós mesmos. Só o Brasil joga, né? Assim é fácil", brincou a brasileira Rafaela Brandão, de 26 anos.

Brasilianer beim ersten WM-Spiel in Köln

A croata Ivana Vidas entrou no samba

Como sempre deveria ser, a aparente rivalidade era frágil. Bastou que as caixas de som vibrassem com o ritmo clássico brasileiro, o samba, para que as duas nacionalidades se encontrassem no talento para a dança. No intervalo e ao fim da partida, Rafaela ensinou Ivana a sambar. Ivana não só aprendeu, como também vestiu o chapéu estampado com bandeiras do Brasil. A croata posou novamente para a foto – agora, com um verde e amarelo a mais no uniforme. E a derrota? "Ah, esse é só o primeiro jogo!", disse Ivana, despreocupada com o placar.

Joseane, a gaúcha que tinha apostado em 3 a 1 para o Brasil, acertou em cheio. E, ao fim do jogo, aproveitando a condição de vidente, manifestou outro desejo, para além dos campos de futebol. "Espero que, com o começo dos jogos, o povo brasileiro saiba aproveitar o clima no país. Não é hora de discutir os problemas, que devem ser guardados para o fim do evento. Agora temos que lembrar que nós somos conhecidos pelo futebol e por sermos acolhedores. Que a gente consiga mostrar essas qualidades."

Brasilianer beim ersten WM-Spiel in Köln

Entre as centenas de pessoas reunidas em Colônia, a língua que menos se ouvia era o português

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