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Alemanha

Em busca de dias melhores

Perspectivas profissionais promissoras ou um clima agradável, mais adequado para a terceira idade, são as forças motrizes que levam muitos alemães a emigrar: jovens de um lado, aposentados de outro.

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Arrumar as malas e ir para o exterior é o sonho de muitos

Para os estatísticos alemães, o mundo ainda está em ordem. De acordo com os mais recentes dados demográficos disponíveis, vieram em 2001 para a Alemanha 273 mil pessoas a mais do que as que deixaram o país, de forma que, apesar da baixa taxa de natalidade, a população vem aumentando: de 80,3 milhões em 1991 para 82,4 milhões em 2001.

Um aspecto, porém, que começa a ser debatido é o da emigração — sobretudo da força de trabalho jovem e altamente qualificada. Para Johannes Singhammer, porta-voz do partido conservador União Social-Cristã no Parlamento federal, "a emigração será uma questão-chave dos próximos anos".

O político está preocupado porque o número de alemães que foram viver no exterior mais que duplicou em 25 anos: de 55 mil em 1974 para 116 mil em 1999. Dos que deixaram a Alemanha em 2001, mais da metade tinham entre 18 e 40 anos de idade, um grupo etário que não chega a ser nem um terço da população alemã.

Christina Busch, do escritório berlinense da Raphaels Werk, uma organização da Igreja Católica de aconselhamento para emigrantes em potencial, confirmou à DW-WORLD o aumento do número de interessados em buscar perspectivas melhores em outros países: em 2002, foram 50% a mais do que em 2001. Em dez anos, 1,1 milhão de alemães emigraram, sendo desconhecido o número dos que eventualmente tenham retornado.

Melhores condições de trabalho

Ärzte bei der Arbeit im Operationssaal

Médicos estão entre os profissionais alemães que buscam melhores condições de trabalho no exterior

O leque das profissões exercidas por pessoas interessadas em deixar a Alemanha é amplo: técnicos, artesãos, arquitetos, médicos, enfermeiros, especialistas em informática. Igualmente variada é a motivação: muitas querem ir para outro país porque se casam com alguém de lá, outras porque buscam melhores perspectivas profissionais. O que nem sempre significa fazer carreira, mas simplesmente ter condições de trabalho vantajosas: horários reduzidos, menos estresse, menos burocracia, menos impostos.

Por outro lado, a boa formação profissional faz com que profissionais alemães sejam cobiçados em outros países. Ainda recentemente, a Zentralstelle für Arbeitsvermittlug (ZVA), agência oficial de mediação de mão-de-obra para o exterior, organizou um recrutamento para quatro empresas suíças interessadas em profissionais alemães do setor de artes e ofícios, desde que tivessem uma formação completa e experiência em sua profissão.

Christina Busch confirma que boa parte dos interessados em emigrar encontra um emprego ainda antes de deixar a Alemanha. Das pessoas que a consultam, a maioria opta em ir para os EUA. Seguem, em ordem de preferência, a Espanha, o Canadá, a Austrália e a França.

Sol, sombra e água fresca

Rentner auf der Parkbank

Para os idosos, o sol é um fator importante

Os aposentados constituem outro grupo que deixa a Alemanha em número crescente. Para eles, o clima é o fator mais importante: buscam países em que o sol é uma constante e nos quais, tais aves de arribação, passam geralmente os meses em que na Alemanha impera o inverno. As Ilhas Canárias, ou mesmo a Flórida, no longínquo continente americano, são os destinos prediletos de muitos idosos alemães entre outubro e março ou abril.

Toda uma infra-estrutura vem se estabelecendo nessas regiões, com ofertas especiais de vida ativa para os que ainda estão bem de saúde e o conforto necessário aos que precisam de assistência. Não faltam nem padres e pastores alemães para os ofícios religiosos no idioma materno e o apoio espiritual aos solitários, sempre numerosos numa faixa etária em que o número de viúvos é grande.

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