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Economia

Em busca de contratos milionários

O chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, dá início no sábado (10/5) a uma viagem pelo Sudeste Asiático com objetivo de contribuir para o incremento dos negócios do empresariado alemão no exterior.

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Gerhard Schröder (esq) e o ministro Wolfgang Clement partem para o Sudeste Asiático

Em sua primeira grande viagem ao exterior neste segundo mandato, o chanceler federal Gerhard Schröder seria acompanhado por uma comitiva de 28 empresários. Os planos mudaram quando o Instituto Robert Koch, de Berlim, alertou quanto aos perigos da proliferação da epidemia SARS no continente asiático.

Agora, apenas o ministro da Economia, Wolfgang Clement, e o presidente da Siemens, Heinrich von Pierer, escolhido de comum acordo como representante do empresariado alemão, embarcam neste sábado (10/5) com o chanceler para uma giro de seis dias pela Malásia, Cingapura, Indonésia e Vietnã. Na sexta-feira (16/5), Schröder estará de volta a Berlim para receber o secretário norte-americano da Defesa, Colin Powell.

A viagem não é apenas de caráter político. A principal meta é apoiar e fomentar os negócios do empresariado alemão no Sudeste Asiático, uma região de grande interesse, especialmente pela forma como supera seus problemas econômicos. Desde a crise do final dos anos 90, os países asiáticos têm se recuperado de uma maneira surpreendente, como provam as expectativas de crescimento econômico: para este ano, Cingapura estima um crescimento de 3,4%, a Indonésia de 3,5%, Malásia, 5,3%, e o Vietnã de 6,2%, muito além dos 0,75% da Alemanha.

Parcerias de peso

"A exportação alemã para a Ásia-Pacífico subiu 7,3% em 2001. A região é a mais importante parceira comercial alemã, à frente inclusive dos Estados Unidos", salientou o ministro da Economia.

Em 2002, a Alemanha trocou produtos e serviços com Cingapura no valor de 7, 7 bilhões de euros, com a Indonésia foram 3,7 bilhões; Malásia, 6 bilhões, e com o Vietnã, 1,7 bilhão de euros. O empresariado alemão já mantêm há tempos investimentos diretos na região. Em Cingapura, por exemplo, estão sediadas cerca de 600 firmas alemãs com investimentos na ordem de 4,3 bilhões de euros. Na Malásia, as empresas alemãs movimentam 1,3 bilhão, na Indonésia são 440 milhões e no Vietnã, que ainda está em processo de privatização, é de "apenas" 40 milhões de euros.

Roteiro de viagem

A primeira escala será na capital da Malásia, Kuala Lumpur. Schröder vai inaugurar um centro da Siemens no edifício mais alto do mundo, o Petronas Twin Towers. O país planeja a construção de uma linha ferroviária elétrica de 680 quilômetros unindo o norte ao sul. A Siemens espera ser incluída no projeto e estima fechar um contrato na ordem de 1,1 bilhão de euros. Além disso, segundo a imprensa da Malásia, a multinacional alemã estaria prestes a receber uma incumbência de uma central elétrica no valor de 1,4 bilhão de euros.

Em Cingapura, a meta é criar um câmara de comércio exterior na capital do país voltada aos interesses do empresariado alemão. Na Indonésia, serão analisadas possibilidades de atuação nos setores da energia, telecomunicações, construção, metalúrgico e de indústrias químicas e farmacêuticas. A firma Meyer-Werft, por exemplo, espera conseguir novas encomendas para a construção de navios no país que possui mais de 5 mil ilhas.

No Vietnã, Schröder irá abrir um escritório de representação do comércio alemão em Hanói e conferir projetos de abastecimento de água, energias renováveis, construção civil, entre outros. Os escritórios de arquitetura da Alemanha esperam poder participar da edificação dos novos prédios do governo vietnamita.

Além disso, o chanceler federal pretende divulgar os projetos de intercâmbio acadêmico e científico, bem como tentar atrair investidores para a Alemanha.

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