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Mundo

Em Berlim, britânicos pedem mais tropas no Afeganistão

Alemanha sedia reunião da Otan, mas adianta que não vai enviar mais soldados para reforçar a segurança em território afegão.

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Ministro Struck (c), no Afeganistão: 'não' a novas tropas

A reunião dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), instituição internacional de colaboração militar que reúne 26 nações, iniciada nesta terça-feira, em Berlim (13/09), tem como tônica principal a discussão sobre o envio de mais tropas ao Afeganistão, país onde o governo norte-americano caça membros da organização terrorista Al Qaeda e que tem eleições parlamentares e estaduais previstas para o próximo domingo (18/09).

Afghanistan Wahlen Wahlplakate auf Betonblöcken Kabul

Pôsteres da eleição afegã

O Reino Unido está pressionando os demais membros da Otan a enviar milhares de soldados para o país e garantir o bom andamento da ida dos afegãos às urnas. A situação seria especialmente preocupante no sul do país. O ministro britânico da Defesa, John Reid, disse à agência AP que os demais membros da Otan precisam aumentar a cooperação com as tropas norte-americanas que atualmente combatem células terroristas em ação no país.

Eleições em perigo?

Apesar de o órgão organizador das eleições no Afeganistão afirmar que o país está 100% preparado para o pleito, o Reino Unido, apoiado pela Casa Branca, afirma que há motivos para preocupações e que o país tem apresentado focos de violência nos últimos dias.

Dois atentados a bomba, por exemplo, deixaram dois militares dos Estados Unidos levemente feridos. Na fronteira com o Paquistão, 20 supostos membros da milícia comandada por Osama bin Laden foram presos por autoridades paquistanesas. O governo britânico informa que 1200 pessoas morreram no país em conseqüência de atentados a bomba nos últimos seis meses.

Bundeswehr Jubiläum Schröder Peter Struck

Struck, com Schröder: jubileu das Forças Armadas

Atualmente, cerca de 900 soldados ingleses estão em território afegão. No total, as forças de proteção da Otan somam mais de 11 mil homens, sendo 2,2 mil do Exército da Alemanha. Os Estados Unidos também aumentaram sua presença na região: atualmente, cerca de 19 mil soldados lutam contra rebeldes talibãs e membros da Al Qaeda no sul e no oeste no Afeganistão. Além do Reino Unido, Canadá e Holanda também preparam o envio de mais tropas para o Oriente Médio.

Neste cenário, a Alemanha – ao lado de França e Turquia – aparece como membro da Otan que se opõe ao reforço da segurança em território afegão. Em entrevista ao jornal Süddeutsche Zeitung na última segunda-feira, o ministro alemão da Defesa, Peter Struck, disse que a resposta da Alemanha ao pedido de envio de mais tropas ao Afeganistão será um sonoro não. "Isso tornaria a situação para os nossos soldados duplamente perigosa e prejudicaria o clima [pré-eleitoral] no país", ressaltou.

Em entrevista à DW-TV, o ministro afirmou que os membros do exército talibã tentam usar suas últimas forças para desestablizar as eleições do próximo domingo. Segundo ele, não há razão para temer que ataques de grande porte possam ocorrer no norte afegão, onde está atualmente a maioria das tropas alemãs. "A resposta dos países da Otan a novos conflitos [na região] não deve ser apenas militar, mas também política", resumiu.

Preocupações "soft"

Peter Struck in Kosovo

Ministro conquistou simpatia dos militares

O governo alemão tem uma agenda "soft" relacionada ao encontro de Berlim, estratégia que se justifica pela proximidade das eleições na Alemanha. Dependendo do resultado do pleito no próximo domingo (18/09), a reunião marcará a despedida do ministro da Defesa, Peter Struck. Além disso, o encontro representa a celebração de outras duas datas importantes para a Alemanha: em 2005, comemoram-se os 50 anos da reorganização do Exército do país e também da entrada da Alemanha na Otan.

No cargo desde julho de 2002, Peter Struck enfrentou resistência inicial à sua escolha, uma vez que não é especialista em assuntos militares. Mas acabou por conquistar a simpatia dos membros das Forças Armadas nos últimos três anos, tratando os militares como membros de sua própria família. O ministro sempre se referiu aos militares alemães como "meus soldados", como se ele próprio os tivesse recrutado.

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